Como ser carinhoso quando você não está

É tratá-la bem, perguntar como ela está, levar uma flor simples num dia comum; dizer que está com vontade de beijá-la; assistir TV de mãos dadas, fazer massagem nas mãos dela. Às vezes, os homens e mulheres vêm o carinho de forma diferente, carinho não é sexo, é algo que vc faz pra tentar saciar o sentimento que vc tem pela pessoa ... Não, você não está apaixonada nem nada. Apenas gosta de guardar tudo num potinho quando o cara é carinhoso e atencioso. Isso não significa nada, já que gosta de ter sentimentos aflorados, mas não precisa contar para ninguém. Compartilhar Boa (triste) memória Quando você estiver muito nervoso em uma situação social complicada, pode ser difícil lembrar que todas as pessoas ao seu redor não sabem que você está nervoso, a menos que demonstre isso ou diga em voz alta como está se sentindo. Isso significa que, se você tiver a atitude certa e souber controlar seu comportamento de modo adequado ... Como Ser Carinhoso com Alguém. O contato humano é essencial nos momentos de tristeza e nos dias comuns também. Ter alguém que se importa e saber isso faz toda a diferença na vida de qualquer um e mostrar afeição pelos outros faz bem não só... Encontre o homem carinhoso em 5 passos. 1. Identificar. Para saber se o homem é carinhoso você deve se apegar nos detalhes, principalmente no modo de ele tratar as outras pessoas.Note como ele trata seus amigos, a família e até mesmo os desconhecidos.Costume de contato físico regular, como abraços e beijos, é uma característica de alguém que gosta de chamegar. Seja carinhoso em palavras. Frases simples como “eu te amo” ou “você é tudo pra mim” podem fazer seu marido ou esposa se sentir amado. Princípio bíblico: “A boca fala do que o coração está cheio.” — Mateus 12:34. Dica: Há muitas maneiras de mostrar amor. Você também pode escrever um bilhetinho, mandar um e-mail ou uma ... Não há nada mais decepcionante e não há parentesco que aguente tal tratamento, é mais provável que esse parente se afaste de você. 3- Se importem. Ser carinhoso com um familiar é se importar com ele, não no sentido apenas de saber como está, mas de saber como ajudá-lo. Demonstre interesse, importe-se e se possível ofereça sua ajuda ...

Será que coloquei tudo a perder?

2020.08.10 00:26 claudiocastagnoli Será que coloquei tudo a perder?

Olá amigos, espero que tenham tido um ótimo domingo e um dia dos pais tranquilo. Venho aqui hoje para pedir uma opinião a respeito de algo que vem me deixando muito angustiado. Contextualizando, tenho 24 anos de idade, sou homem, moro há 10 meses sozinho em uma cidade que não é a minha de origem e que ainda conheço pouca gente. Pra entender os conceitos e causas do que vou contar, é preciso contextualizar a minha situação enquanto ser humano. Eu sempre fui obeso, desde a adolescência. Por mais que isso teve um impacto sobre mim durante toda a minha vida até aqui, eu nunca sofri muito em relação a ações de outras pessoas, como bullying. Acredito que pelo fato de ser bem alto, o que disfarça um pouco os 40kgs acima do peso em que cheguei no segundo mês de quarentena. O fato de ser obeso fez com que eu me tornasse uma pessoa muito tímida, desenvolvesse fobia social e fizesse com que eu não tivesse uma iniciação amorosa, digamos assim, como a maioria das pessoas. Beijei pela primeira vez aos 19 anos de idade, perdi a virgindade aos 22, etc. Eu nunca passei pelo processo de conquista nessas situações, sempre foi algo combinado antes e mecânico, utilizando geralmente o Tinder com um perfil anônimo procurando sexo. O motivo é simples, me sinto muito inseguro e tímido para desenvolver uma relação normal com uma pessoa nesse sentido, fico muito nervoso e quando tentei, diversas coisas aconteceram, como me dar um branco terrível e eu perder todo e qualquer assunto que eu teria com uma pessoa que eu conversava quase todos os dias pela internet. Eu sou uma boa pessoa, sou uma pessoa criativa, carinhosa, atenciosa, eu modéstia parte sempre agradei as poucas meninas que chegaram a ficar comigo, pq sempre pesquisei e estudei muito sobre o que fazer pra satisfazer uma pessoa da melhor maneira possível. Uma dessas garotas, das 3 que ficaram comigo na vida, foi inclusive o mais próximo que tive de um relacionamento, que só não rendeu pq me mudei de cidade na época. Eu nunca fiquei com ninguém, no sentido de sair com uma pessoa e durante esse encontro desenvolver uma atração e terminar o encontro com um beijo ou uma noite juntos. Isso me doía, mas agora anda doendo mais, e explico o motivo.
Logo ao me mudar para esta cidade no último ano, conheci uma garota maravilhosa. Sei o quanto isso pode parecer clichê, mas eu nunca conheci ninguém igual a ela. E só de pensar na personalidade, em todo o carinho que ela me entregou desde o início, eu me emociono enquanto escrevo meu relato. O fato é que do início de 2020 pra cá nos aproximamos MUITO, mas acabamos conseguindo sair apenas duas vezes antes da quarentena começar. Foram dois rolês incríveis que me lembro sempre com certa nostalgia. Depois desse segundo rolê, começamos a nos aproximar de maneira afetiva, e é aí que minha insegurança e inexperiência começa a afetar tudo. Estávamos muito próximos, falávamos de coisas que queríamos fazer, éramos muito carinhosos um com o outro, ela foi a primeira a dizer que me amava, o que me deixou muito feliz. Estávamos muito bem, mas eu estava com medo de estar entendendo as coisas da forma errada, e como já havia sofrido com isso antes, resolvi perguntar. Resumindo, ela disse que se interessava em ter uma amizade colorida comigo. Eu disse que tudo bem, eu também queria isso (por mais que por dentro já soubesse que estava apaixonado). Depois dessa nossa conversa, conversamos posteriormente mais uma vez sobre isso, confirmando o nosso status, mas com o tempo deu uma leve esfriada, o que é normal devido à quarentena. Mas a minha mente insegura ficava sempre buscando confirmações, e sei que isso pode ter afastado ela. Marcamos um encontro em minha casa nas últimas semanas, depois de ficarmos afastados desde março. Eu fiquei MUITO empolgado, fiz de tudo pra recebê-la da melhor maneira possível, deixei minha casa arrumada, cheirosa, comprei uma roupa nova pra usar, fui ao barbeiro, usei meu melhor perfume e recebi ela. Bom, foi muito legal, fizemos várias coisas, mas não rolou nada. Mesmo com ela dando um sinal com um comentário sobre a minha cama logo na chegada. As coisas foram ficando tensas, eu estava tenso, não rolou NADA. E aí volta a questão da inexperiência de nunca ter chegado a essa situação, de ter de criar um clima pras coisas acontecerem, por sempre ter tido apenas relações mecânicas. Ela foi embora depois de passar o dia todo comigo, fiquei frustrado, e como bom inseguro, resolvi comentar com ela na noite do mesmo dia. Disse que achei que iria rolar alguma coisa mas que eu estava um pouco tenso. E ela quebrou meu coração dizendo que não queria mais. Que me ama, mas não quer isso.
Uma semana antes estávamos trocando memes sobre beijo, duas ou três semanas antes estávamos insinuando atos de carinho. Assim que ela chegou na minha casa fez um comentário que soou como um sinal. E ali, ela disse que não queria isso. 🥺 Sei que provavelmente estraguei tudo com minha ineficácia em relação a deixá-la a vontade pra ficar comigo. Nós estamos bem (mas o assunto ficar nunca mais voltou a pauta), já estamos marcando dela vir outra vez nos próximos dias pra comermos algo. Mas agora pergunto a vocês meus amigos e amigas, da forma mais humilde possível: está tudo perdido mesmo? Como posso tentar reverter essa situação?
Obrigado por tudo ❤️
(Obs: estou fazendo terapia pra tratar essas questões pessoais)
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2020.08.05 01:13 EmiDeMiiah SOU BABACA POR NÃO ME SENTIR MAL DE TER FICADO COM O MEU "PRIMO"??

Olá! Luba, gatas, editores, papelões, possíveis convidados e turma que está a ler. Irei contar uma história recente que me aconteceu e possivelmente será longa.
(PS: Revisei o texto somente uma vez, então me desculpa qualquer erro)
OBS: Eu sou adotada.
Início da história, a quase dois meses um parente meu faleceu e a minha família não era muito próxima a ele, por motivos do passado, a família dele e a minha eram brigados. Só que com a morte desse parente a gente voltou a se reunir, eles comeram a frequentar nossa casa e a ir em festas com a gente. Entre eles, eu tenho um "primo" que vou chamar de Carl (Nome fictício, adoro). Ele é quase 1 ano mais velho que eu, fora ele tenho mais dois primos e minha prima Tati (Fictício). A quase 1 mês ele tem vindo todo fim de semana pra casa passa o tempo. Jogamos vídeo game, ficamos na piscina, jogos de tabuleiro ou só jogando conversa fora. No dia do meu aniversário de 18, fui para o aniversário de uma prima numa chácara, nesse dia, minha prima Tati não pode ir, somente eu e meus primos, eu passei a maior parte na piscina com Carl. Então a gente se aproximou bastante e nesse dia ele tá muito "carinhoso" comigo (Se é que me entende), mas não fizemos nada. Durante a semana, eu passei a trocar figurinhas com ele, na bagunça mesmo. No fim de semana, sábado, era a festa do meu aniversário e ele tava bagunçando direto comigo, eu sempre fui muito liberal pra brincadeiras e zueras devido ter crescidos com meus primo. Já no fim da festa, decidimos ir jogar vídeo game e ele deitou do meu lado num tapete e começou a me morder, até que ele teve que ir ao banheiro e a minha prima Tati sentou no lugar dele. Ele veio e pediu pra ela sair, mas ela não quis e ficamos rindo, então ele deitou do outro lado e voltou a me morder.
Eu e a minha prima decidimos ir embora do quarto, aí ela começou a falar sobre ele, como ele era legal, engraçado e divertido (Minha prima é a mais velha de nós, 22 anos) e ela me perguntou rindo se eu ficaria com ele, esse foi o meu primeiro erro, eu achei que ele tava brincando então eu disse que não com cara de nojo. Quando foi no domingo, teve piscina em casa e foi todos os primo e lá ele começou a me abraça, morder, a tocar nas minhas pernas, sendo sempre muito cuidadoso pra ninguém ver. Eu não vou ser hipócrita e dizer que não estava gostando, eu não considerava ele como primo por ser uma pessoa que eu via uma vez na vida é outra na morte. Descidimos ver filme no quarto da minha prima Tati depois do jantar. Era 4 numa cama de casal (Eu, Carl, Tati e meu primo) e ele quis deitar do meu lado. Botamos um lençol e começamos a ver o filme, ele começou a me fazer carinho e num momento eu sai do quarto e ele veio atrás. Trocamos alguns beijos e amassos e voltamos. Quando foi pra ver o segundo filme, eu quis trocar de lugar e ele teve que deitar do lado da Tati, mas depois ele trocou e deitou do meu lado. Eu percebi que a Tati não gostou disso. Toda vez que eu saia do quarto e ele também, ela vinha junto.
Quando terminou, ela veio e começou a falar do dia, do cinema e depois falou: nossa, parecia que vocês estavam se pegando. Eu gelei e disse que não Eu já deveria ter contado pra ela. Mas decidi não, por que eu não sabia se o Carl se sentirá bem em eu compartilhar aquele acontecimento. Eu fiquei esperando ela entra no quarto dela pra poder ir falar com ele, mas parecia que ela tava suspeitando de algo e ficou enrolando até eu entrar pro meu quarto. Passou uma semana. Onde a bomba estourou. Ele chegou na sexta e durante a semana, nós estávamos marcando um cinema no quarto da minha tia pro domingo Contando, éramos 9 pessoas (tudo primo) Na sexta, ficou o Carl, eu e o meu outro primo jogando vídeo game até tarde, no sábado, a Tati reclamou que não chamamos ela é que ela era sempre excluída de tudo, eu disse que não é que era pra ela ter ido jogar com a gente.
No sábado Ela passou a maior parte do dia com ele e de noite, fomos fazer os preparativos pro dia do cinema. Eles dois ficaram fazendo brigadeiro e eu e meu primo pequeno ficamos no meu quarto, quando o Carl apareceu no meu quarto e ficou lá com a gente. A Tati veio e não tava com uma cara muito bonita, eu comecei a ligar os pontos, e se ela também queria ficar com ele. Pq toda vez que eu ficava a sós com ele, ela aparecia, e toda vez que eu ia falar com ele ou brinca com ele, ela ficava de cara feia. Pq se fosse isso, eu teria que contar a verdade pra ela. Tava tudo certo pro cinema. Mas meu dia começou dando errado, eu discuti com a minha mãe por causa das minhas primas menores, já que eu sou muito apegadas a elas e eu queria elas no meu quarto, mas minha mãe não deixou. Depois disso eu comecei a ter crises emocionais, não sou de me abalar fácil pelas coisas, mas quando o assunto é minha mãe, o negócio é outro nível, fora que eu já tava com uma imagem de uma pessoa egoísta em casa por algo que nem fiz. Como fazia muito tempo que eu não tinha uma crise, foi bem difícil controlar essa, eu tava deprimida e não quis entrar na piscina, mas com as minhas primas insistindo, eu decidi entrar. É eu vi que a Tati ficou mais distante dele desde que eu entrei. Nós fomos ver os filmes. Eu deitei num tapete junto dos meus dois primos, a Tati sentou no sofá com o Carl e os meus outros primos ficaram na cama. Assistimos 3 filmes e nesse processo eu fiquei tento crises, mas não queria incomodar, então não contei ninguém. O Carl as vezes mandava mensagem Depois tivemos que arrumar tudo, e eu não queria falar com ninguém (pode ser errado, mas quando não me sinto bem, prefiro me isolar) e a Tati veio ver o que eu tinha. Pedi pra ela me deixa pq eu não tava bem, mas ela ficou insistindo mesmo sabendo que eu odeio que me botam pressão. Dizendo que eu nunca aceitava ajuda, sendo um particular meu, eu só precisava de um tempo. Depois que me acalmar, eu fui questionar ela sobre o Carl já que ela não parava de falar dele. Perguntei se ela gostava dele ou queria ficar com ele, ela concordou rindo. Então eu abri o jogo e disse que eu já havia ficado com ele, nunca pensei que fosse ver ela daquele jeito. Ela disse que ficou com o orgulho ferido pq ele havia me escolhido e não escolhido ela, sendo que entre eles existe laços de sangue. Disse umas coisas com cara de choro, não irei cita pq são pessoais, mas pra resumir. Disse que eu havia traído a confiança dela por ter ficado com ele, sendo que quando eu fiquei com ele, eu nem sabia e só fui desconfiar depois e disse que sentia inveja pq parecia que ele havia me escolhido em vez dela. Pra não piorar a situação, menti dizendo que apenas nos beijamos, mas mesmo assim ela repetia as mesmas coisas várias vezes e eu não sabia o que falar. Ela disse que ele me tratava com mais carinho em vez dela, sendo que ele é carinhoso com todo mundo.
Ficou nessa conversa por dois dias, sempre que eu estava sozinha com ela, ela vinha falar sobre o assunto. Isso estava me deixando tão estressada e irritada, pq ela tava fazendo uma tempestade num copo de água. (OBS: enquanto isso acontecia, eu ainda tava "ficando" com ele, pq eu gostei e ele me deu carta verde. Disse que se eu me sentir desconfortável era só dizer que ele parava) Pra fazer ela para, disse que iríamos ver como ele trataria cada uma de nós no próximo fim de semana. Quando eu perguntei qual resultado ela queria, ela me disse que queria que ele a escolhesse, depois perguntei se ela iria pega ele mesmo sabendo que eu já havia ficado com ele. Ela primeiro disse que não pq iria se sentir sendo usada, depois disse que sim por causa de orgulho, que achou que ele tava gostando dela pq ele a tratava bem. SENDO QUE ELE TRATA TODO MUNDO BEM. Eu falei que se fosse eu, iria conversar com ele. Eu fiz isso pra tirar ela do meu quarto por tá quase tendo outra crise. No dia seguinte, acordei decidida a acabar com essa palhaçada, eu estava chateada, cansada e frustrada, ainda mais por tá metida numa situação tão patética como essa, então mandei mensagem pra ele avisando que deveríamos parar (até a poeira abaixar) e ele me questionou e eu contei o motivo, ela duvidou de mim, dizendo que conhecia minha prima, porém, ele aceitou. Depois chamei ela é disse que não queria mais saber daquele assunto. Que não iria me estressa por pouca coisa. Ainda por um situação patética daquelas. Que não iria levar culpa de nada, pq eu não tinha, que ela podia fazer o que quisesse Eu fui curta e grossa. Pq ela jogou todos os problemas dela em cima de mim e eu não achei justo, ela falou que só queria que eu entendesse mais ela, que eu tinha todos os cara que queria e que eu sempre tive toda a atenção. E o ponto que me deixou mais chateada, foi ouvir ela dizer que queria que eu me sentisse mal por ter "traído" ela.
Não falamos mais nisso, até o dia dele ir lá pra casa. Eu faço curso aos sábado de manhã e quando cheguei em casa, ela me falou que tinha ficado com ele Eu perguntei: Tá feliz? Ela disse que não, pq ele havia dispensado ela, sendo que ela disse que só queria pra curar o orgulho dela. Que queria ter dispensado ele primeiro e que não sabia como encarar ele agora. Ela me disse que havia beijado ele primeiro e outras coisas. No domingo a noite, eu questionei ele, do pq ele não quis mais ficar com ela, segundo ele, a Tati o beijou e ele é não quis mais por ter se arrependido de ter deixando ela beijar ele é por não sentir atração por ela. É desde que já foi embora, minha prima fica me pedido pra fazer promessas de não ficar mais com ele.
É agora, ele quer ficar comigo e eu quero ficar com ele, porém eu penso na minha prima. Não sei como ela reagiria a isso.
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2020.07.27 04:02 Enigma_Machine1 Odeio gatos

Antes de mais nada, gostaria de deixar claro que, por mais que eu odeie/não me sinta confortável perto de gatos, eu jamais prejudicaria eles fisicamente, mesmo tendo muito vontade (erroneamente, claro - talvez vocês "entendam com o meu relato). Não é disso que o desabafo se trata.
Esse é um relato meio longo.
Eu nunca convivi com gatos. Sempre cresci com cachorros em casa, tive um que me acompanhou desde a época da escola até terminar a faculdade. Amei muito ele, hoje tenho outro, um resgatado, que amo muito. Sempre amei cães, passei mais anos da minha vida com cães do que sem.
Por ter rinite alérgia, eu nunca cogitei ter um gato. E, antes de conviver com eles, eu não sabia dessa minha apatia gigante por eles. Esteticamente, até acho alguns fofos etc, mas também nada demais, longe dessa "loucura" que algumas pessoas sentem por eles.
Passei a ter um convívio maior com gatos através de uma das minhas primeiras namoradas. Ela tinha 3 gatos. Eu era bem novo, ela morava em uma kitnet, então 3 gatos já era bastante coisa. No geral eles até que eram comportados, mas lembro que acabaram estragando algumas coisas minhas (mochilas principalmente) e isso me irritava muito. Sem contar a rinite, que me deixava ainda mais irritado, mas na época eu pensava que era por estar um cômodo de uns 25m2 no máximo, sem ventilação adequada.
Eu namorei pouco menos de 3 anos com ela e foi durante esse período que a minha irritação com gatos aumentou. Uma das gatas SEMPRE dava o jeito de fugir do apartamento dela pro corredor e pro jardim que tinha no prédio. Minha ex me ligava e eu tinha que ir correndo ajudar ela a pegar a gata que, eu não entendo, morria de medo quando saía da casa (pra quê sair então, né, porra?), então era foda pegar ela, se enfiava em cada canto filha da puta de alcançar.
Os outros gatos eram um pouco mais de boa, mas a quantidade de pelos que deixavam pelo apartamento dela era um absurdo. Nem passando aspirador 2x por dia parecia que fazia alguma diferença. Minha ex não ligava, mas me incomodava ver eles estragando todos os móveis que ela tinha. Era o box da cama todo arrebentado (mesmo eles tendo arranhador), não podia ter uma única peça de decoração sobre uma mesa ou estante pois sempre derrubavam e quebravam, tinha que deixar a tampa da privada sempre abaixada pois eles davam um jeito de subir nela e não conseguir sair (burros). Até na cozinha, eu queria preparar algo pra comer e tinha pelo em tudo, mesmo se a gente limpasse.
Eu não diria que minha ex dava liberdade total para os gatos, na verdade ela sempre foi pé no chão com isso, várias vezes se irritava com a encheção de saco deles também (pra dormir principalmente - como era uma kitnet, não dava pra deixar em um cômodo separado, então era 3 da manhã e vinham encher o saco pedindo ração sendo que a porra do pote tava 90% cheio).
Enfim, terminei com ela mas o ranço pelos gatos ficou. Depois disso só tive namoradas que tinha cachorros ou então nenhum pet. Avancemos alguns anos para os dias de hoje.
Estou namorando há quase dois anos, já tenho planos de morar junto com a minha namorada, nos amamos muito e nos damos super bem. Além da parte romântica, temos um companheirismo e uma amizade muito boa, sempre apoiamos um o outro. Claro que já tivemos brigas, eu tenho os meus problemas e ela os dela, mas nada que não conseguimos superar na base da conversa. O único problema é que ela tem 6 gatos.
Recentemente, passei uns 20 dias quarentenado no apartamento dela. Está longe de ser uma kitnet, mas pra 6 gatos eu considero um lugar pequeno.
Eu tive, é claro, todos os problemas com minha rinite, mesmo tomando remédios de 8 em 8 horas pra aliviar. Se os três gatos dessa minha ex davam trabalho, o dobro deles é muito, muito pior pra mim.
Gente, nesses 20 dias eu vi cada coisa que me irritou pra além do limite. Obviamente que não demonstrei isso, mesmo ela tendo plena noção que pra mim bicho é bicho, humano é humano (eu não mimo meus bichos, trato meu cachorro super bem, mas longe de mimar com coisas que acho frescura, tipo dar banho dia sim dia não, fazer comer só T bone australiano ao molho de ervas finas, essas merdas - ele come ração, petiscos e de vez em quando frutas, só). Eu estava na casa dela, regras dela. Só que por amar tanto gatos, e mimar eles, na minha opinião, ela dá carta branca pra eles fazerem o que quiserem, sem consequência nenhuma (nunca dá bronca, não impõe limites).
Somente durante esse período: um dos gatos resolveu afiar as unhas no meu tênis novo (só não estragou pois percebi logo nos primeiros dias e depois escondi - mas encheram eles de pelos em algumas horas, eu não sei como); um outro escolheu a mochila velha da minha namorada pra vomitar bem em cima, cheia de coisa dentro. E não foi pouco. Outro gato afiou as unhas na mochila novinha dela e já arranhou uma parte dela. Tinha literalmente acabado de chegar, ela só colocou no sofá por um instante pra arrumar outras coisas e foram lá estragar.Um outro gato você não pode nem se mexer que ele se assusta, sai correndo e derruba tudo o que vê pela frente.
Eu levei meu notebook pra poder trabalhar. Deixava ele guardado quando não usava, claro, mas enquanto trabalhava, faziam questão de ficar se esfregando nele, enchendo de pelo, queriam subir na porra do teclado toda hora, tiraram ele da tomada umas 3x enquanto carregava e um dia desligaram ele no meio de um trabalho (eu estava distraído e deixei o note uns minutos de lado).
De noite era outro pesadelo. Obviamente eu não deixava nem conseguiria dormir com a porta da suíte aberta, com os gatos circulando, pois a minha rinite simplesmente me mataria. Mas é só fechar a porra da porta que começam a raspar aquela merda. Era a madrugada inteira assim, sem contar aquele miado irritante pra caralho, incessante. Puta que pariu, eu juro que me dava vontade de abrir a porta e dar um chutaço no gato no calor do momento. Claro que não fiz isso, mas a vontade realmente existiu. Pior que nem assim acho que adiantaria. E sim, já tentamos de tudo. Aqueles produtos que supostamente repelem os gatos com cheiros ruins, arranhador, tudo - só não tentei adestrar pois não moro lá e, tirando a exceção da pandemia, eu só fico no apto dela aos finais de semana, ou então ela fica no meu, enão meu convívio com os gatos nunca passou de umas 48h, o que era suportável e não exigiria adestramento. Sem contar que acho que nunca vi na vida um gato que obedece o dono.
De manhã era sempre a mesma merda. Algum gato sempre deixava um vômito de presente em algum lugar da casa. No sofá, na cozinha, em cima da mesa. Parece que escolhem sempre o pior lugar possível pra isso.
Nem preciso falar como são os móveis da casa, não? Zero decoração pois derrubam tudo. Sofás arrebentados. Toda hora pegavam coisa do varal e derrubavam. Mesma coisa com toalhas nos boxes dos banheiros. Eu tinha que me preocupar com meu note toda hora, as vezes queria só pegar algo na cozinha e tinha que esconder ele só pra não pegarem.
"Pote de comida está semi-cheio, tendo ração pra caralho? Vou derrubar ele e espalhar ração pela casa pq quero ver ele cheio sempre. A caixinha de areia tem UM cocô? Vou ficar miando o dia inteiro até alguém limpar isso, pra depois eu sair andando e não fazer as minhas necessidades. Quer ir tomar banho? Vou entrar no banheiro com você, mas no mesmo segundo que você ligar o chuveiro, vou ficar enchendo o saco pra sair. Quer dormir? Vou ficar miando na porra da porta. Quer almoçar? Vou subir na mesa e ficar te batendo com a pata pra me dar comida, pra quando você oferecer, recusar, sair da mesa, voltar em 2min e pedir comida de novo. Abriu o armário pra pegar algo? Vou entrar aqui sem você ver, deixar que feche a porta, depois vou ficar miando e, quando perceber que ninguém vai me ajudar, vou começar a ficar com medo e tirar todas as roupas do cabide. Me pegou no colo pq tô faznendo merda? Vou te arranhar e morder pra caralho (unhas cortadas, pelo menos isso). Tá concentrado vendo TV/jogando/mexendo no pc? Foda-se, vou ficar na frente da tela e se me tirar eu entro na frente de novo. Tá de boas na cama/sofá? Vou pular em cima de você do nada ou te usar como apoio pra pular em alguma outra coisa, foda-se se te assustar."
E acho que o que mais irrita é que, nem mesmo com a minha namorada, eles parecem ligar. O máximo de afeto que eles dão é sentar no seu colo, e mesmo assim tenho as minhas dúvidas se isso é uma demonstração de afeto mesmo.
Eu não sei se é o número de gatos que me deixa puto, ou se eu suportaria se fosse apenas um. Mas na real, eu não consigo gostar desses bichos. Pra mim são seres filhas da puta, egoístas, burros (não aprendem/não querem aprender nada no sentido de adestramento), nem um pouco carinhosos, estragam absolutamente tudo o que você coloca pela frente, ou seja, você vive em função deles e não tem nada em troca, pelo contrário, só despesas. Na minha opinião, viver com gatos é viver em uma prisão onde você precisa satisfazer a necessidade deles 24h por dia.
A minha única tática que funcionou durante esses dias foi a seguinte: spray d'água e espírito de porco. Se eu via algum deles fazendo merda, já corria com o spray e borrifava na cara deles. Isso me dava uns minutos de sossego, pois eles se assustavam e ficavam num canto sem encher o saco. Tem dois gatos que eram os mais folgados (80% do que comentei foi obra só deles). O que eu fiz? Enchi mais o saco deles do que eles o meu. Pegava eles no colo a cada 2 min - coisa que eles odeiam - e ficava um tempo com eles assim, até começarem a miar que estavam irritados. Eu soltava, esperava eles se aconchegarem e pegava eles de novo. No final desses 20 dias, era suficiente eles me verem pra saírem do meu caminho. Se faziam merda, eu simplesmente aparecia na frente deles e eles saiam correndo. Fiquei satisfeito pois sei que consegui controlar um pouco eles sem violência nenhuma (o que é algo deplorável e eu jamais faria, mesmo o meu ódio por eles "pedindo" isso - eu não teria coragem).
Eu só penso que, a bem da verdade, nem isso seria o suficiente pra mim a longo prazo. Eu tive que entrar em um estado de alerta 24h por dia pra borrifar o spray/encher o saco deles e eu não conseguiria viver assim por muito tempo. Meu asco por gatos é tão grande que é só ouvir algum miado que já fico irritado.
Eu imagino que a maioria aqui vai falar que não é bem assim, que nem todo gato é assim. Pode até ser, mas todos os que conheci são esses infernos na terra. Todo amigo meu que tem gato tem alguma história do tipo. De quebrar coisas caras, de machucar pessoas, sem contar que gatos são extremamente nocivos ao meio ambiente, o que eles matam de pássaros e outros animais não é brincadeira.
Sei que cães também podem fazer coisas assim, mas cara, nem mesmo o cachorro mais "destruidor" que tive chegou nesse nível. O máximo que ele fazia era mijar em lugar errado e latir quando eu ia comer.
Enfim, fica aqui o meu desabafo. Deve estar meio desconexo pois escrevi no calor do momento, conforme ia lembrando das merdas que eles fizeram. Me sinto meio peixe fora d'água postando em um site que idolatra gatos, o reddit, mas está aí.
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2020.07.25 17:10 d4rkcl0ud_ Meu irmão manda em mim e acha que está certo

Olá Luba, editores, gatas e turma que está a ver Bom, eu tenho um irmão meio que abusivo, digamos assim, ele é 5 anos mais velho do que eu e agora vamos para a história realmente. Eu sempre sou muito prestativo e carinhoso com as pessoas, mas quando elas abusam disso, eu logo me afasto. Meu irmão ele, as vezes, me pedia um copo d’água, um favor e eu fazia, isso não me fazia mal até ele começar a abusar disso. Ele começava a ser um Nice Guy, se eu fizesse algo pra ele, eu nem recebia um “obrigado” e se eu me recusasse eu me tornava feio, chato, irritante, etc. ele dizia coisas como “por isso que nunca namorou, é feio desse jeito”, “magrelo do [email protected]” mesmo sendo um amor com ele, eu tento me afastar, mas nós moramos juntos então fica difícil. Mais recentemente eu tava prestes a ligar o computador pra joga e ele chego falando “deixa eu jogar agora de manhã e você a tarde” tranquilo né? Então eu respondo “ok, deixa eu só...” “ maeeeee, ele não quer me deixar jogar agora de manhã nem a tarde” (sim que nem uma criança) eu fiquei tipo: “an? Do que você tá falando” minha mãe não fez nada, não porque ela é “a favor” daquela atitude e sim porque ela tinha medo dele, ele era extremamente agressivo quando não fazíamos as coisas do jeito dele. Minha mãe já chegou a chorar por isso. E eu sempre a abraçava pra consolar. Ele me deixa triste quando fala aquelas coisas, seja pra ou seja pra minha mãe. Ele acha que está sempre certo e que eu sempre estou errado, quando dou argumentos que destroem os dele, ele simplesmente me ignora ou diz “você tem só tem ** anos, você não sabe de nada” (censurei minha idade por privacidade) e eu fico muito triste. E eu quero que vocês respondam pra mim: eu devo falar a ele a verdade dele ou continuo sofrendo por dentro e sendo um amor com ele. Beijos, =30
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2020.07.07 04:57 altovaliriano Stannis Baratheon (Parte 2)

No prólogo de A Fúria dos Reis vemos Stannis pela primeira vez. Sua austeridade e dureza são representados por suas roupas e palavras. Mas pouco se vê de seu senso de justiça e dever. Sua rispidez é a tônica geral da introdução do personagem.
A arrogância de Baratheon é contrastada pelo modo carinhoso como Cressen pensa no rei. A disparidade se acentua conforme o meistre oferece conselhos ponderados e, por lealdade, decide arriscar a própria vida para evitar a corrupção de Stannis.
Durante o capítulo, vemos Cressen perdendo lugar ao lado do rei, enquanto Melisandre ascende rapidamente. Fala-se abertamente em um projeto de poder que envolve magia e fratricídio. Por fim, Cressen sofre humilhações em público com a conivência do próprio homem que está tentando salvar.
Sendo o rei um homem vaidoso, ambicioso e suscetível, não é difícil detestar Stannis.
Porém, George está nos enganando.
Na cena em que o conhecemos, Stannis acaba de passar uma péssima madrugada com Davos. Nela, ele recebe um desastroso relato de que os senhores das Terras da Tempestade não apoiarão sua pretensão ao Trono de Ferro contra os Lannisters.
É como o preveni. Não se levantarão, Meistre. Por ele, não. Não gostam dele.
[…]
Não poderia lhe trazer alguma esperança?
Só do tipo falso, e eu não faria isso – Davos respondeu. – De mim, ouviu a verdade.
Portanto, se o leitor conhecesse minimamente o rei quando Cressen entra no Tambor de Pedra e o encontra sentado atrás da Mesa Pintada, saberia que suas palavras são decorrente de um orgulho ferido. A visão de Cressen entrando pela porta irrita Stannis não porque Baratheon o detesta, mas porque é um sinal de que a notícia de sua “humilhação” estava se espalhando:
– Eu sabia que você viria, velho, fosse convocado ou não […]. – Eu sabia que você descobriria em breve o que Davos tinha a dizer. É sempre assim, não é?
– Eu não lhe teria nenhuma utilidade se assim não fosse – Cressen respondeu. – Encontrei Davos na escada.
– E ele contou tudo, suponho. Devia ter encurtado a língua do homem junto com os dedos.
É uma péssima primeira impressão para o leitor. Além da linguagem corporal, a composição da cena passa a sensação de antagonismo. Depois de termos visto o renascimento dos dragões, de termos vislumbrado o nascimento da chance de Daenerys poder reclamar o Trono de Ferro, ver Stannis sentado na cadeira de Aegon planejando uma invasão a Westeros é a quintessência do usurpação. Os Baratheons não apenas tiraram de Daenerys o trono como o futuro enredo.
A situação de Stannis se emparelha com a de Daeneyrs por ambos perdido o trono e não terem forças suficientes para retomá-lo. Porém, uma avaliação mais profunda revela que, em contraste com Daenerys, Stannis está apenas reclamando de barriga cheia.
O novo rei tem milhares de homens de armas, dezenas de navios, algum dinheiro à disposição e diversos aliados nobres que reconhecem sua pretensão. Daenerys está sendo aconselhada por um espião e várias aliados incertos, enquanto Stannis está cercado de conselheiros em sua maioria extremamente leais. Além disso, Porto Real está a poucos dias de distância de Pedra do Dragão, ao passo que Daenerys está do outro lado do mundo.
Mesmo diante destas facilidades, Stannis se comporta como uma pessoa acuada, que desesperadamente dá ouvidos a planos de assassinato. De alguma forma, o novo rei lembra seu antecessor na mesa do pequeno conselho que, diante da notícia da gravidez de Daenerys, acatou as mais desonrosas sugestões para garantir o trono.
Entretanto, bastava olhar para Stannis para saber que ele não era igual ao irmão. A própria descrição física já deveria sinalizar que ele é a antítese de Robert. Enquanto a barba de Robert era uma “coisa emaranha, espessa e feroz”, Stannis “como que em resposta Stannis mantinha suas suíças bem aparadas”. Doze anos em Porto Real tornaram Robert cinquenta quilos mais gordo (AGOT, Eddard I), mas Stannis permanecera largo e forte com “bochechas secas e ossudas”. Portanto, enquanto para Robert o cargo era sinônimo de permissividade, para Stannis era sinônimo de responsabilidade.
De fato, em A Guerra dos Tronos, vimos em primeira mão como Robert delega todas as suas atribuições, enquanto Stannis, desde a primeira impressão, parece lidar pessoalmente com tudo. Curiosamente, essa impressão não vem apenas das palavras de Stannis (“Fiz parte de seu conselho durante quinze anos, ajudando Jon Arryn a governar o reino, enquanto Robert bebia e visitava prostitutas”), mas da menção ao briquismo do rei.
O ranger de dentes de Stannis pode parecer um detalhe aleatório. Contudo, o fato de que este hábito não é totalmente voluntário acaba por nos dar um insight sobre a mente de um personagem não-POV. Em outras palavras, o briquismo indica de que Stannis não é leviano em suas reclamações. As frustrações o afetam a nível subconsciente. Seu stress é constante.
As palavras de Cressen podem levar o leitor a pensar que o rei é apenas carrancudo. Afinal é dito que Stannis desde pequeno. Por exemplo, Lorde Steffon falava de trazer um bobo para ensinar Stannis a rir quando o garoto já tinha 14 anos. Mas somente no primeiro capítulo de Davos ficamos sabendo o quanto o novo rei é passional e permeável à dor.
Stannis fala que a experiência de ver o navio dos pais afundar o transformou. Cressen fala disso passageiramente no Prólogo, mas a profundidade do sentimento somente vem a tona depois:
Deixei de acreditar em deuses no dia em que vi o Orgulho do Vento quebrar-se do outro lado da baía. Jurei que quaisquer deuses que fossem monstruosos a ponto de afogar minha mãe e meu pai nunca teriam a minha adoração.
Robert estava ao lado de Stannis e não parece ter sido afetado pela experiência na mesma medida que Stannis. O fato de Stannis ainda guardar rancor do acontecido, aos quase 35 anos de idade, é revelador.
A evidência mais forte que Stannis não estava em seu estado normal durante a conversa no Tambor de Pedra pode ser vista em dois trechos. O primeiro acontece quando Cressen chama Stannis pelo pronome de tratamento correto e o rei encara como provocação:
Vossa Graça – Stannis rebateu amargamente. – Zomba de mim com o tratamento devido a um rei, mas sou rei de quê? Pedra do Dragão e um punhado de rochedos no mar estreito, eis o meu reino.
O segundo trecho que indica que há algo errado ocorre quando Cressen sugere prometer a Robb vingar a morte de Ned Stark, para que eles possam assim formar uma aliança:
Por que eu deveria vingar Eddard Stark? O homem não era nada para mim.
Não há nenhuma mentira nas palavras de Stannis, mas elas foram ditas em um arroubo de raiva. Com efeito, mais tarde, quando está mais calmo, Stannis diz justamente o contrário:
Não tenho qualquer dúvida de que Cersei teve um dedo na morte de Robert. Obterei justiça por ele. Sim, e por Ned Stark e Jon Arryn também.
(ACOK, Davos II)
Quando Cressen deixa a presença do rei, Stannis estava dando ouvidos ao papo de Selyse sobre Melisandre ter visto Renly morto nas chamas. No caminho de volta a seus aposentos, Cressen está alarmardo pelo que ouviu de Stannis e pela forma como está sendo afastado dos eventos. Isso dá ao leitor a falsa sensação de que algo está fora do prumo.
Entretanto, essa sensação é incorreta. Como bem descreve u/arthurmaia em um excelente texto para o portal Gelo & Fogo, Cressen não estava sendo excluído, nem Stannis estava sendo especialmente desagradável com ele. Nenhum dos outros conselheiros do rei havia sido convocado e Stannis é igualmente desagradável com Selyse quando ela aparece.
Eu ainda acrescentaria que o próprio Cressen comentou que Pylos estava ali para substituí-lo quando morresse. Portanto, a substituição de um pelo outro no banquete noturno não era nenhuma grande conspiração contra o velho meistre. Talvez uma desfeita bem leve por parte de Stannis, já que a substituição não ocorreria antes da morte de Cressen, mas ainda assim feita com boas intenções:
É culpa dele que o velho tenha morrido? – Stannis deu uma olhada para o fogo. – Nunca quis Cressen naquele banquete. Sim, ele tinha me irritado, tinha me dado maus conselhos, mas não o queria morto. Tive esperança de que lhe pudessem ser concedidos alguns anos de tranquilidade e conforto. Merecia pelo menos isso, mas… – rangeu os dentes – morreu. E Pylos serve-me com competência.
(ACOK, Davos I)
A urgência de Cressen parece ter sido despertada pela convergência dos fatos. A eclosão da guerra, morte de Robert, Stannis e Renly prestes a se enfrentarem, acúmulo de eventos naturais augorentos e Melisandre conqustando mentes e corações em Pedra do Dragão. Como homem responsável pela criação dos Baratheon e por ser um meistre da Cidadela, é natural que Cressen sinta-se aflito e no dever de se envolver em todas estas questões.
Todavia, a forma como o velho meistre joga toda a culpa da questão em Melisandre é muito precipitada. É claro que não sabemos a quanto tempo ele deve estar testemunhando Melisandre enchendo a cabeça dos ilhéus de Pedra do Dragão e da Senhora Selyse. Ainda, Martin escolhe justamente o momento da conversão de Stannis para nos apresentar à situação, o que agrava a sensação de “causa perdida”.
Stannis, contudo, também está mostrando sinais de desespero com a falta de apoio para sua pretensão. A mulher vermelha não havia conseguido chegar até Stannis (e ficamos sabendo em seu POV em Dança dos Dragões o quanto ela trabalhou para conseguir se aproximar dele).
Assim, enquanto Cressen corria de um lado para evitar que Melisandre tonificasse as ambições de Stannis e levasse irmão a matar irmão, Stannis estendia a mão à mulher de Asshai como quem tinha pouco a perder. O banquete da noite seria aos vassalos e a Melisandre, portanto aquele era o momento tão esperado para a sacerdotiza “vender o seu pão”. Stannis deveria estar bem ciente disto.
Por esta razão que a entrada de Cressen no recinto veio como uma visita inesperada e incômoda. Tudo piora quando o meistre passa a antagonizar com Melisandre quando a feiticeira o estava ajudando a se levantar. Fica ainda pior quando Cressen, em público, o chama de Lorde ao invés de Rei. Aconselhar o rei em público sobre fazer comum com Starks e Arryns é ainda mais constrangedor. Negar o poder do Deus ao qual o rei está querendo se converter também não ajuda a imagem de Stannis.
Quando Cressen está claramente fazendo papel de tolo, Selyse ordena que Cressen volte a utilizar o elmo do bobo. Somente quando Cara-Malhada não entregue o balde é que Stannis interveem:
Sim – concordou a Senhora Selyse. – O elmo do Malhada. Cai bem em você, velho. Volte a colocá-lo, eu ordeno. [...]
Os olhos de Lorde Stannis estavam na sombra das suas pesadas sobrancelhas, sua boca, apertada, enquanto o maxilar trabalhava em silêncio. Rangia os dentes sempre que se zangava.
Bobo – ele rosnou por fim –, a senhora minha esposa ordena. Dê o elmo a Cressen.
Como era de se esperar, o velho meistre ficou horrorizado com Stannis ter feito parte da gozação para com ele. Stannis não deu a mesma ordem que Selyse, é verdade. A julgar por suas palavras, o rei estava mais incomodado de ver a rainha desobedecida do que participando da brincadeira. Mas com esta atitude ambígua por parte de Stannis, GRRM testa os limites da farsa que está montando. Talvez por isso que Martin fez com que Baratheon se redimisse logo a seguir:
Talvez ele deva, daqui para a frente, cantar os seus conselhos – disse a Senhora Selyse.
Foi longe demais, mulher – repreendeu-a Lorde Stannis. – É um velho, e serviu-me bem.
Com a morte de Cressen, o plano de evitar a conversão do rei ao R’hllorismo falha absolutamente. Na verdade, Cressen acaba dando palco para que Davos ficasse ciente dos poderes da mulher de Asshai e passasse a temê-la também. Da parte de Stannis, a morte de Cressen, de tão inexplicável, pareceu decorrer de sua idade.
Não é afirmado qual foi o veredito de Pylos sobre a morte do velho. Mas uma vez que era o novo meistre era bem jovem, possivelmente não deve ter detectado um veneno tão específico como o estrangulador (no caso de Joffrey, a idade e o conhecimento de Pycelle devem ter ajudado o diagnóstico).
Por outro lado, Stannis já estava substituindo Cressen por Pylos. É possível até que goste mais do rapaz “solene” e “sempre correto” do que do velho meistre. Cressen pensava em formas de tornar Pedra do Dragão um lugar mais leve, mas Stannis provavelmente pensava o contrário. “Pylos serve-me com competência”, disse o rei. E para Stannis, competência era metade do caminho andado.
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2020.07.06 06:08 Dinossaubrina Sou a babaca por querer terminar meu namoro (ou não)?

Bom, vocês podem estar bem confusos por causa do título, mas a situação é o seguinte: namoro com meu namorado (vou chamar ele de Rodolfo) a 6 meses e no momento ele está internado numa clínica de reabilitação. Antes que o ponto principal da história comece, acho justo dar a vocês um contexto geral sobre o nosso relacionamento, ok?
É uma longa história, mas resumindo, ele fuma maconhss já faz uns 4 anos mas ultimamente ele tinha um comportamento agressivo, então um certo evento (explico daqui a pouco) foi a gota d'água para a família dele, que o colocou lá( ele já está lá fazem 3 meses)
Em geral sempre somos muito carinhosos um com o outro e extremamente preocupados com o bem estar dos dois. Quando brigávamos, sempre conversávamos sobre o assunto com muita calma e carinho. Nunca tivemos problemas muito grandes além de ciúmes e inseguranças da minha parte. Sempre fomos muito abertos sobre tudo da nossa vida antes do outro e como queríamos que fosse o nosso futuro.
Tudo começou com uma dm que eu vi no Messenger dele - no aniversário dele - com um menino, onde estava escrito "apaga as mensagens para a sua namorada não encher o saco". Na conversa eles trocavam ideias, fotos sensuais e muitos elogios. Conversamos sobre o assunto, ele me disse que não tinha a intenção de realmente flertar com ele, apesar de ter revelado alguns fatos sobre o corpo dele e ter mandado algumas fotos dele, isso além dos elogios entre eles, mas no final das contas conversamos como sempre fizemos e acertamos tudo, mas do mesmo jeito é um assunto que causou certo abalo na relação.
Um tempo depois, minha cunhada achou um body escondido no guarda-roupa dele e do irmão, não era de ninguém que conhecíamos e muito menos nosso. Meu cunhado dizia que não era dele, nem meu namorado.. ele ainda me disse que se eu quisesse insistir naquela tecla, apesar dele já ter dito que não era dele nem sequer sabia do body, ele iria a fundo comigo naquela história, mas acabou que por querer evitar brigas entre ele e o irmão, preferi deixar essa história pra la.
Ele foi expulso de casa e veio procurar abrigo na minha quarentena correndo solta de mãos dadas com o coronga e foi quando ele entrou numa briga com meu irmão (que nem sequer mora comigo) e no meio disso tudo sofri uma agressão do meu irmão (quebrei meu quadril e rompi um ligamento, mas até aí tá tudo bem) . O fato de Rodolfinho ter me defendido ao ponto de sair na mão com meu irmão foi o auge para a família dele, que decidiu colocá-lo na clinica mesmo sendo o pior pesadelo dele. Foi um grito de socorro pra eles Mais tarde descobri pela mãe dele que ele estava sendo extremamente agressivo com a família, que quebrava coisas dentro de casa, que ele gritava o tempo todo com eles e ainda mais que talvez eu ainda não saiba. Realmente me parecia uma pessoa completamente diferente do Rodolfo que eu conhecia, aquela pessoa calma e tranquila que resolvia tudo na conversa e no carinho comigo. Dei a minha palavra a ele que eu estaria lá pra ajudá-lo a passar por essa fase difícil que seria a reabilitação, e que não desistiria dele, já que o amo e ele faria o mesmo por mim.
isso tudo foi contexto, agora vamos para a parte real da história, que é o que tenho a duvida se estou sendo babaca em pedir o término, ou não***
Infelizmente ele não se conforma que lá ele não pode fazer o que ele "gosta" que seria fumar, beber, etc. Nisso ele misturou alcool gel com suco, e tomou.. Obviamente que isso gerou uma punição de duas semanas sem contato externo (ligação pra família) e o moço que cuida dele me disse que o fato de eu estar indo lá pra falar com ele, estava sendo uma distração, que ele estava muito acomodado com a situação onde ele se encontrava. Todo esse "evento" me deixou extremamente irritada, pelo fato dele já estar lá a 3 meses, achávamos que ele já teria entendido que ele teria de parar com tudo aquilo sabe?
Todos me dizem que nossa relação não tem futuro, que ele nunca vai mudar, que é uma pessoa problemática e que isso não vai me ajudar em nada. Isso me gera muita dúvida, afinal ouvir isso de basicamente todas as pessoas que você leva a opinião em consideração.. Mexe com a sua cabeça
Meus pensamentos se divide entre "devo terminar por estar pensando sobre o meu futuro e no que será bom pra mim, mesmo que me machuque profundamente e talvez atrapalhe todo o processo de recuperação dele" e "devo ser leal a minha palavra, ajudar ele a se recuperar como prometi e honrar meu sentimento continuando com esse namoro, mesmo escutando tudo isso de todos"
Detalhe, tenho 17 anos e ele 18.. Tínhamos planos de morarmos juntos na metade do ano que vem numa casa do meu avô em Praia Grande, já estava tudo encaminhado, até que a pandemia e a quarentena nos pegou de surpresa além de todo o fato clínica e briga daqui de casa. A mãe dele deixou bem claro que nos ajudaria no que fosse possível, já que na visão dela eu sou uma influência positiva na vida dele e sendo basicamente a única pessoa que ele escuta, eu "manteria ele em controle"
Sempre tivemos um espaço amplo pra podermos conversar, antes mesmo de namoramos, costumávamos sentar e conversar sobre cada passo. Até costumávamos a brincar que mesmo que algum dia ocorra um término, voltaríamos um pro outro de qualquer jeito. Estou muito indecisa e não tenho como conversar com ele devidamente até que ele saia de lá, eu jamais conseguiria ter uma conversa decente com apenas 15minutos de ligação em um dia da semana, que divido com a mãe dele aliás..
Realmente amo muito ele e vejo sim meu futuro ao lado dele, mas com tantas opiniões de pessoas que me importo tanto, me fazem ter dúvidas enormes, não sobre meu sentimento, mas o estado e o rumo da nossa relação
Agora o questionamento é: vou estar sendo babaca por sequer pensar em terminar ou se pedir o término? ou devo continuar o relacionamento e esperar mais 4 meses nessa pilha de pensamentos até podermos sentar e conversar sobre o assunto? .
(porfavor não tentem me dar qualquer visão positiva na questão do meu irmão, já que desejo que ele apodreça no fundo do fogo do inferno)
pequeno detalhe, ele tem duas ligações por semana de 15 minutos, caso eu terminasse com ele agora, seria ou por ligação ou por carta que eu entregaria para a mãe dele e ela levaria lá quando fosse levar itens básicos pra ele e tals
Peço mil desculpas pelo texto enorme e talvez pela falta de nexo, mas não durmo bem já faz algumas semanas graças a essa indecisão, amo vocês e ajuda é bem vinda <3
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2020.06.30 10:51 alteregoshadow Resumo do resumo preguiçoso do bug interno

A formatação vai ficar um lixo por motivos de bug No momento estou tentando bater meu recorde de 72h em jejum, enquanto aproveito mais uma ótima madrugada sozinho na cozinha escura ouvindo o tic tac do relógio de parede comprado na lojinha de 1.99 Até que me lembro de quando o meu eu do passado chorou na minha frente, e eu não consegui resistir e comecei a chorar também Ele me disse que tinha medo de sentir dor. Dei um abraço bem forte nele, falei pra ficar tranquilo. Já passamos por tanta dor juntos Já jogamos airsoft na linha de frente tomando tiro pra caralho, já caímos morro abaixo, já comemos três pizzas e tivemos um mini ataque cardíaco... Sei lá, há um tempo atrás eu prometi a ele que ninguém nunca mais iria mexer comigo de graça Eu ia deixar de ser "bom em nada", e eu ia deixar de ser só mais um saco de pancada (é sempre muito fácil transformar uma criança num saco de pancada, né?) Enfim, minha jornada continuava. O meu eu da época das sombras foi recomendado por um anônimo de fórum da ""deep web"" a fazer academia e se livrar dos vícios. Meu eu daquela época nunca fez isso, tive que fazer por ele Calma... por que estou digitando isso aqui? Eu nunca gostei desse lugar. Acho a comunidade brasileira do Reddit muito chata e fresca. Mas eu também sou chato e fresco kkkk talvez exatamente por isso esteja aqui Resolvi criar uma conta agora, entrava só como visitante de vez em nunca, até pq nunca tem nada de interessante aqui. É quase sempre os mesmos tópicos falando ou de relacionamento ou solidão Mas esse não é o primeiro tópico que faço aqui... Já fiz um falando sobre como estou fazendo minha carta de suicídio kkkkk A carta de despedida (o suicídio lá nem é explícito) é apenas um pedido da minha sombra Não quero me matar pelo menos não por enquanto Muito leviano da parte de vocês redditors ao fazerem aqueles comentários no meu post. Mas não os julgo tbm, não há muito oq esperar de uma comunidade chata e fresca kkkkkk Lembrei em 2018 quando tive um amigo virtual nos tais fóruns da ""deep web"" (* som de fantasminha genérico *), ele era bem carinhoso comigo, já me deu um jogo de presente na steam; porém certo dia eu forjei minha própria morte, e passei a ignorá-lo completamente, sinto-me um cusão por ter feito isso, pelo menos é cômico voltar de tempos em tempos naquele fórum com uma conta fake e ver que o pessoal lá realmente acha que eu morri... meio sinistro na vdd Mas ainda assim sinto que não deveria ter feito isso, fico com a consciência pesada muito facilmente, lembro-me até hoje de quando roubei uma balinha no mercadinho do seu zé da esquina, tinha uns 12 anos; ou então no primeiro ano do ensino médio quando estava zuando uma amiga que tirou nota vermelha em física, mas ela começou a chorar... ver aquilo partiu meu coração, e para minha redenção decidi que seria justo ajudá-la a recuperar a nota, afinal além de tudo eu tinha as maiores notas de física da turma. Assim que ela recuperou a nota, voltei a zuar ela kkkkk mas nunca deixou de ser minha amiga por isso; uma vez já escreveu bem grande na contracapa do meu caderno de matemática "alteregoshadow, eu te amo". Guardo esse meu caderno até hoje (tudo bem que alguns dos meus amigos resolveram encher a página de desenhos de pinto, porém a frase ainda está lá) Eu fui meio pestinha na época de escola, em especial nos últimos anos do fundamental, uma vez eu fiquei acumulando saliva na minha boca por horas e depois soltei toda a cachoeira na mesa do meu amigo que sentava atrás; ou quando eu ficava pegando um monte de barata e lagartixa morta pra colocar nos estojos das meninas Sabe, sinto falta dessa época. Nem muito pelo motivo clichê de época da escola, simplicidade e tal, mas mais pq acho que foi a época em que eu fui a melhor versão de mim Um amigo meu mora num lugar bem isolado, tipo um sítio mesmo, mata densa e tal. A gente ia lá vez ou outra pra brincar, e era bem dahora. Esperávamos chegar a noite pra fazer o clássico pique esconde na floresta escura. Eu era conhecido por ser um dos melhores, não me encontravam nunca, até pq eu não tinha medo de me deitar e rolar no mato; saía correndo engolindo teia de aranha, lesma, pisando em cobra, enfim Era conhecido também por ser muito bom nos videogames e tirar as maiores notas da sala Aquilo definitivamente era a concretização da promessa que fiz ao meu eu de um passado ainda mais distante: disse que ia estudar mais, treinar mais, ser mais sociável E tudo isso aconteceu. Fiquei mais inteligente, mais forte, mais ágil, e do aluno mais "fantasma" da escola me tornei o líder de um grupo que reunia basicamente todos os garotos da oitava série. Ninguém mexia comigo, mas também nunca fui autoritário, zuava todo mundo e era zuado de volta. Certa vez a turma se uniu contra mim e jogaram todo meu material no lixo kkkkkk ri muito no dia Mas depois disso... sei lá Passei a frequentar academia, vez ou outra estudava um pouco, mas nada na mesma intensidade ou emoção A real é que eu passei toda minha infância sozinho na vdd. Meus pais trabalhavam o dia todo e meu irmão mais velho estudava em tempo integral. Na época teve um grande surto de dengue na minha cidade, por todo lado era cartaz falando da importância de tomar cuidado, afinal, dengue MATA. Aquilo me deixava demasiadamente pensativo, como assim morte? Eu nasci pra morrer? O que vem depois? Todo dia era a mesma coisa, chegava da escolinha e passava o dia inteiro pensando em morte, isso com uns 5 anos de idade. Pouco tempo depois, a situação piorou quando começaram as histórias de fim do mundo. Lembro que até chorava de tanto pensar nisso. A primeira vez que pensei na possibilidade de suicídio tinha uns 8 anos. Também nessa época foi quando presenciei um acidente em que um caminhão passou bem por cima da cabeça de uma menininha de uns 2 anos. Aquilo me marcou muito, e quando eu cheguei em casa, esperei todo mundo dormir para ligar o computador e pesquisar "fotos de cérebro", "fotos de acidente" e etc. Acabei parando em vários blogs e fóruns de gore (que eram bem mais comuns naquela época). Ficava assustado ao ver a fragilidade humana nos acidentes e pasmo ao ver a frieza de alguns para torturar outras pessoas por motivos torpes. Ainda assim, assistir gore acabou se tornando uma prática que levo até hoje (com menos intensidade), não por ser um psicopata que gosta de ver a dor e sofrimento alheio mas pq acaba me lembrando das minhas "origens", pensar sobre a morte e etc (todo mundo já deve pelo menos ter passado por uma situação em que sabe que vai se frustrar ou enraivecer mas mesmo assim segue em frente, é mais ou menos isso). Para morrer basta estar vivo, foi nisso que me toquei na época Posteriormente, com 10 anos, foi o momento em que fiz aquela promessa para mim mesmo. Não darei muitos detalhes aqui, e oq aconteceu logo depois já contei... Mas e após tudo isso? Bem, depois que o meu "auge" se foi, eu percebi que todos esses pensamentos ruins na vdd não sumiram, apenas estavam se escondendo. Quando voltaram, foi de uma vez. E ao invés de tentar lidar com isso de uma maneira normal, eu simplesmente achei que seria uma boa ideia dividir minha mente em partes. A maioria de meus alter egos são na verdade versões de eu mesmo porém em diferentes épocas. Porém também tem a minha sombra (pra quem conhece o conceito de Sombra do Carl Jung talvez entenda melhor isso). E oq aconteceu foi que, eu acabei criando egos que brigam entre si constantemente, deixei todas as minhas características positivas a um ser superior, idealizando um eu melhor que eu, um eu que agarrou todos seus potenciais e os explorou ao máximo, uma pessoa que eu nunca conseguiria ser porém dizia ser no mundo internético afora. Estava mentindo para mim mesmo Sabe, cada um dos meus alter egos têm uma qualidade. Um é bondoso, tem o inteligente, o criativo... porém parece que o que sobrou para mim foi apenas loucura. Poxa, eu já fui cada um deles, por que não consegui pegar pelo menos uma parte boa de cada um? Parece que eu regredi. O certo não seria, ser uma pessoa melhor a cada dia? Se eu ao menos pudesse juntar a bondade, criatividade, inteligência, e etc, eu definitivamente iria orgulhar o meu eu do passado, mas ao invés disso, estou apenas enganando ele e a mim mesmo, colocando todo meu potencial num alter ego superior que me consome a cada dia É complicado, por um lado tem a promessa que fiz que me mantém vivo, querendo cumpri-lá. Mas por outro, eu vejo eu mesmo desprovido de significado, tenho uma vida boa, bons amigos, situação financeira estável, minha família não gosto tanto mas relevo, enfim, mas parece que nada me é suficiente. Sinto que a vida é só um tédio extremo mesmo, até em momentos que era pra eu me divertir estou entediado, ou então quando de fato me divirto, depois o sentimento de vazio vem ainda maior, não dá pra explicar com palavras, o que posso dizer é que sou extremamente curioso, o que me atrai ao suicídio é o fato de ser uma morte planejada, eu poderia saber quando e como morrer, preparar uma carta de despedida, fazer uma "queima de arquivo" e etc, mas por outro lado, eu ficaria extremamente agoniado em não saber qual seria a reação das pessoas diante minha decisão. É literalmente a curiosidade o que mais me mantém vivo, e por vezes, a curiosidade de saber como seria meu suicídio é a predominante E não falo de tristeza ou depressão, sei lá eu nunca fui atrás de um profissional, mas eu sinceramente não acho que tenha depressão, no máximo TDAH pois de fato sou muito hiperativo e perco o foco muitas vezes, tropeço algumas vezes e (não sei se tem muito a ver) às vezes tenho a sensacão de que estou girando ou caindo, principalmente quando eatou sentado ou deitado em um ambiente escuro, mas assim, eu acho que a vida, especialmente hoje em dia e ESPECIALMENTE para pessoas como eu, é assim mesmo. Eu não preciso estar depressivo para sentir como a vida realmente é, e sinceramente tô cada vez menos ligando pra isso. Eu aprendi desde muito cedo a lidar com silêncio, solidão e tédio(esse é o mais difícil), além do mais tenho imaginação fértil então o meu maior passatempo (entretenimento, hobby chame como quiser) é só me perder na minha mente mesmo. Poxa, tem um universo inteiro dentro de mim para ser explorado, não quero me preocupar com coisas mundanas. E pra quem me critica, dizendo que isso é fugir da realidade, pensem que TUDO (ou quase tudo) que o ser humano faz no tempo livre é exatamente para fugir da realidade. A vida real é meio chata né kkkkkk. Jogar videogame, assistir filme/série que seja, jogar rpg de mesa, ler um livro, ouvir um audiobook ou podcast ou até mesmo uma festa com bebida e música alta, tudo isso serve para as pessoas fugirem da realidade, mas diferente do que eu faço, já que eu fujo da realidade mas pelo menos não fujo de mim mesmo Eu fujia de mim mesmo no último ano do ensino médio, sabe né, aquele ano que ngm liga. Ia e voltava pra escola a pé, e sempre passava na lojinha pra comprar chocolate, me viciei naquilo. Sempre comia no caminho e colocava a embalagem na mochila. Até que resolvi contar quantas embalagens tinham e pasmém, quase 80, isso em um pouco mais de 2 meses Sempre tive um mundo onírico muito vivo, desde criança bem pequena, sinto os meus sonhos de fato, lembro quando tinha uns 6 ou 7 anos sonhei que um guerreiro samurai atravessou a longa katana no meu peito e foi uma das maiores dores que senti. Tento às vezes praticar sono induzido, dou risada dormindo, falo dormindo e por vezes até escrevo ou desenho dormindo (não sou sonâmbulo). Comecei a perceber que boa parte dos meus sonhos envolvem meus alter egos, e na maioria das vezes estão em um ambiente fantasioso (como uma mansão ou castelo mal assombrado, cemitério, labirinto e etc) e precisam trabalhar juntos para resolver os puzzles e escapar Na maioria dos sonhos eu não sou o protagonista ou sequer participo, apenas observo os meus egos, em terceira pessoa Muitas das vezes a minha sombra mata os meus egos nos finais dos sonhos É muito simbolismo envolvido, ainda estou pensando sobre isso, pode ser uma autosabotagem (suicídio) ou então algo do tipo matar o velho para manter o novo, eu não sei Se tem uma coisa na qual eu posso ser grato, é por ter tido sorte para arranjar bons amigos. Sei que muita gente (em especial desse sub) deve ter mais dificuldades com isso, eu por outro lado, apesar de nem precisar tanto pois me dou bem comigo mesmo e na maioria dos momentos até prefiro estar sozinho, tive bons amigos. Às vezes é bom ter uma boa companhia. Aquele meu grupo da oitava série que falei anteriormente, mantenho contato com quase todo mundo, ainda considero sim porém cada um seguiu seu rumo e não tem nada de errado ou anormal nisso. Acho que muita gente que sempre teve dificuldade em fazer amigos cai no erro também de romantizar demais a amizade, do tipo "seremos amigos para sempre" ou sei lá mais oq. É completamente natural que com o tempo o afastamento ocorra, não precisa se sentir mal se as conversas não fluem mais Inclusive uma vez mandei uma mensagem para um amigo não se preocupar comigo pois em no máximo 5 anos provavelmente não iríamos mais nos falar de qualquer maneira, e ele respondeu: "Como assim com certeza continuaremos a nos falar e jogar Airsoft e RPG por muito anos a vir!". Admito que quase chorei lendo isso, e me senti fraco Mas continuando, em especial na internet, existe muito isso. Às vezes vem alguém desabafando por não ter amigos, recebe várias mensagens de pessoas para conversar, porém essas mesmas pessoas depois dão o famoso "ghosting". Olha, isso é bem previsível na verdade. Apenas faça a si mesmo a seguinte pergunta: "Quantos de seus amigos virtuais seriam seus amigos se você os conhecessem no mundo real, ao invés de no mundo virtual?". É apenas um questionamento, mas acho interessante. Pois é muito fácil falar que é amigo de qualquer um na internet Inclusive, entrei num servidor público de discord, daqueles só pra conversar e tal, e pqp parece que é impossível achar um servidor de discord em que a userbase não esteja repleta de adolescentes genéricos que têm problemas de autoestima e passam o dia jogando videogame ou assistindo filme/série/anime, tinha mto pré adolescente tbm de idade entre 11 até 14 anos Não ficava muito a vontade lá, as regras tbm eram muito vagas, não podia ser ofensivo no chat mas não estava definido oq era ofensivo pra staff. Levei um aviso simplesmente pq um adm lá quis, ainda não entendi que regra quebrei, ele provavelmente só estava de mal humor mesmo sla Tinha um canal de desabafo que só podia falar "coisa séria", aí uma vez falei sobre como fico puto por comer muito chocolate e queria mesmo era encher minha perna com tiros de airsoft, aí levei outro aviso por não respeitar a seriedade do canal. Sla né, autosabotagem não é uma coisa séria pra ele? Foda, muita arbitrariedade. Não tem como arranjar um servidor público decente. Sempre tem uma userbase majoritariamente imatura, joguinhos e eventos sem graça e confusos, enfim Mas oq eu queria fazer naquele servidor, eu fiz aqui. Provavelmente não da melhor maneira, certamente não da maneira como eu imaginava, mas está feito Ficou confuso e grande pra caralho lol
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2020.06.29 15:07 Oliver_orvalho “A culpa não é minha que comparei opinião genuína com o N4z1sm0,e sim sua que tem que adaptar a sua noção de bom senso” pt.1

Está NÃO é minha primeira vez aqui :3 Olá Luba,turma que está a ver,editores,falecidos papelões e gatas
Antes de começar a história irei falar algumas coisas que julgo que possa ser importante: Eu sou um garoto trans e atualmente eu tenho 14 anos,sou abertamente assumido e a história que eu vou contar é só MEU ponto de vista sobre oque aconteceu. Eu disse que você pode julgar quem foi o babaca nesta história,mas no final acaba que todo mundo foi o babaca. Eu sei que em parte foi minha culpa de todo este drama que aconteceu, mas também tenho noção que a culpa não foi totalmente SÓ minha (fica aberto para discussão) Vamos para a história:
Alguns meses atrás eu conheci um garoto no grupo de jovens da igreja que eu comecei a frequentar,vamos chamá-lo de Carls, ele parecia ser um cara super legal,gentil com senso de humor e carinhoso, e não demorou muito para começarmos a namorar (até o momento ele não sabia que eu era trans,eu não contei para ele pois eu tinha medo dele me rejeitar,está ideia era ainda mais forte por ele ser de uma família religiosa e conservadora,eu sei que errei por não contar para ele logo de cara) No nosso primeiro encontro eu tomei coragem e contei para ele que eu era trans,e ele parecia ter levado de boa...grande engano meu. O tempo foi passando e o nosso namoro parecia um conto de fadas, que mais tarde, se transformou em um dos meus maiores pesadelos. A quarentena mal tinha acabado de começar,eu e o Carls conversávamos todos os dias e todas as horas através do celular, e depois de um tempo finalmente surgiu a nossa primeira briga,que foi bem boba e no final a gente se resolveu, pouco tempo depois,outra briga,e mais outra e mais outra briga novamente. Agora a gente brigava sem parar. Ele vivia me dizendo coisas horríveis como eu ser “grosso”,”seco”,”antipatico” e “ingrato” coisa que eu sabia que eu não era,e sempre que eu perguntava de onde foi que ele tirou isso ele só falava para eu “pensar no que tinha feito”,coisa que me deixava ainda pior já que isso me causava várias crises de ansiedade e sentimento de insuficiência. Uma vez começamos a brigar apenas por termos opniões diferentes sobre PR0N (bem idiota isso eu sei,tenho print desta briga) E num dia qualquer ele chegou para mim no celular e me perguntou oque significava a bandeira que estava no recado do meu perfil (está aqui 🏳‍⚧ ) e como eu sou bem de boa em relação a esta assunto e compreensivo eu expliquei para ele,e eu sempre repetia a explicação quando ele não entendia algo. No dia seguinte ele começou a me pressionar sobre isso dizendo que eu nem tinha “tentado me aceitar como garota” que “eu tenho apenas 14 anos” e outras coisas assim (tenho print disso,mas não sei se vou conseguir colocar no post) e no início eu tava levando de boa e explicando novamente sobre o assunto,só que ele ficou mais agressivo conforme a conversa ia fluindo,e tornava a falar coisas que começaram a me magoar muito,nesta briga eu também acabei magoando o Carls achando que eu estava no direito de revidar os ataques que ele fazia Segue aí com alguns prints das brigas (eles estão aleatórios pq não lembro mais qual veio primeiro e qual veio depois)
as maiores pérolas de Carls
Obrigado por ler a primeira parte deste post,não vai demorar para que eu poste a segunda parte...isso se eu não me arrepender e mudar de ideia,provavelmente o segundo post vai ser mais curtinho mas não tenho certeza se o post vai ser aceito já que ele aborda um “assunto delicado” Bye bye
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2020.06.13 03:55 SrtaAnonymouns Amizade, Drogas e Confusões - Eu sou a babaca?

Olá Luba e todo mundo que vai ler está história
Vou tentar encurtar um pouco a história pra não ficar tão grande.
Não sei se essa história vai ser escolhida, mas se for, essas duas ''amigas'' minhas vão vê-la. Enfim, tudo começou em 9/19 de junho de 2016, eu havia acabado de me mudar para minha primeira casa depois que eu, minha mãe e minhas irmãs fomos embora da roça. Houve complicações com meu pai e minha mãe na época. Eu não estava estudando porque estava esperando minha mãe me matricular numa escola depois da Ponte Amarela, no bairro Oficinas Velhas.
No meu primeiro dia de aula, conheci algumas pessoas que ainda falo quando as vejo, e outras, que perdi contato ou que apenas quero distância. Naquela escola eu conheci duas garotas, vou chamar uma de Dyah O´Brien, e outra de Unicórnia Suprema. Nessa época, eu estava na 3 ano. Fiz amizade com a Dyah O'Obrien, a outra ainda não havia chegado naquela escola, nem nos conhecer conhecia. Eu não falava muito com a Dyan, mas ainda assim éramos amigas.
No 4 ano (2017), a Unicórnia Suprema já havia chegado na escola. Eu não fui com a cara dela no começo. Pois como eu me achava muito inteligente, não queria outra garota inteligente na mesma sala que eu. No primeiro dia de aula que ela veio, ela lia os textos com a voz firme e em um bom tom, não errava uma palavra. A Dyah fez amizade com ela. Até que depois de alguns dias eu também fiz o mesmo. Pra mim a Unicórnia era como uma irmã. No 5 ano (2018), no primeiro dia de aula, eu conheci uma outra amiga minha. Essa eu vou chamar pelo nome dela, um nome maravilhosamente que sempre me conforta quando eu fico triste, Layla. Ou L.Burke, como eu e ela demos um novo nome quando eu quis escrever meu livro, e por ela como minha sócia.
Bom, no 5 ano eu conheci a Layla. Teve uma explicação longa da minha professora querida, Márcia. Eu não sabia que tinha de levar minha mãe, mas também não levaria, pois minha mãe com os problemas de saúde que tem, tem horário de tomar os seus remédios. Depois da longa explicação, as outras crianças que seriam nossos colegas foram embora com suas mães. Eu e Layla descemos as escadas para ficar aguardando alguém nos levar para casa. A Layla ia de van, e eu esperava minha mãe ou minhas irmãs me buscarem quando resolviam tudo, lá por volta dos 12:00. Eu e ela ficamos do lado de fora do portão na parte da frente da escola esperando. Eu puxei assunto e perguntei qual era o nome dela, e ela me disse ''Layla'', eu falei o meu também. Perguntei qual era idade e outras coisas a mais, mas a conversa não durou muito tempo. A coordenadora pediu para que entrássemos e ficássemos na cantina esperando. Sentamos na mesa e Layla começou a desenhar uma garota com correntes nos tornozelos, sentada na janela. Eu comentei sobre o desenho, e ela me mostrou outros que ela fizera. Depois eu fiquei deitada em cima de minha mochila, olhando ela desenhar, até que caí no sono.
Depois de uns dias, a Unicórnia Suprema ficou conversando com a Layla, e elas fizeram amizade. Eu até então, só falava com a Layla as vezes. Depois também fiz amizade, e foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida, pois tive ela como amiga. Nós três éramos melhores amigas. Eu ficava falando que nós três nunca nos separaríamos umas das outras, e que nossa amizade duraria para sempre. Eu me enganei. Nesse ano, eu comecei a me cortar, ficar muito triste em alguns momentos, mas ficava pior ainda quando não tinha ninguém por perto. As duas me ajudavam, me apoiavam e me confortavam sempre que podiam. Eu percebi depois de um tempo, que sempre que eu mandava mensagem pra elas no nosso grupo ''As Doc7'', falando que eu ia me matar, eu acabava causando aflição, desconforto e tristeza nelas. Não sei se elas sabiam, mas sempre que eu falava aquilo eu passava o dia chorando, me cortando e sempre tentando me matar. Superei isso tudo depois de um tempo. Um dia, quando eu não tinha respondido a Unicórnia em nenhuma rede social uns dias antes, eu cheguei na escola subindo as escadas pro andar de cima, e ela veio correndo até mim sorrindo e gritando um pouco, vindo me abraçar. Aquilo foi uma das coisas que me ajudou, e que aprecio aquele momento até hoje. Enfim, no final desse ano, nós três nos separamos. A Layla foi pra outra escola quando estávamos indo pro 6 ano (2019), eu e a Unicórnia fomos pra mesma escola. Mas o lance é o seguinte, indo pro final do ano quando a gente tava no 5 ano, eu havia brigado com a Layla que por um motivo que nem sabia. Nós estávamos fazendo nossa formatura do Proerd, foi quando briguei com ela, mas nos resolvemos depois e ainda somos amigas. Depois eu briguei com a Unicórnia, por um motivo bem besta pra falar a verdade, vou explicar. A Unicórnia me mandou mensagem falando sobre uma nova amiga virtual que ela havia feito amizade, eu respondi com um '';-; bom pra tu'' (eu acho) e ela começou a falar que eu não podia falar nada porque ela tinha feito uma amizade nova. Pra falar a verdade já me esqueci o que ela falou, mas foi algo assim. Eu também briguei com ela e depois ela acabou me bloqueando e nunca mais nos falamos. Na época que isso aconteceu eu já tinha me mudado pra minha terceira casa no bairro Oficinas Velhas, a casa ficava atrás do colégio que eu estudo atualmente. Eu sempre ficava vendo aquele conversa, ficava chorando sempre que lia, outras ocasiões que fazia isto eu apenas ficava com raiva e dizia ''foda-se''. Mas nunca conseguia ficar em. No Natal eu chorei no meu quarto porque não pude dar um ''Feliz Natal'' pra Unicórnia Suprema e nem pra L.Burke. No ano novo eu fui pra varanda, me encostei no muro de lá e comecei a chorar porque a Unicórnia não estava lá comigo, sendo que era só eu descer a rua, descer a minha direita, andar um pouco e apertar a campainha e falar com ela. Mas eu não podia fazer isso. Minha mãe me viu chorar e me chamou de trouxa me falando pra eu superar ela. Dizendo que eu não morrer, que eu ia ficar bem. Mas eu não acreditei nisso.
Em 2019 já no 6 ano, no primeiro dia de aula eu fui para o colégio em que eu morava logo atrás. A Diretora começou a chamar os nomes de quem ia ficar na sala 601. Até que meu nome e o da Unicórnia foram chamados, eu não estava acreditando nisso. Eu fiquei aflita, triste, confusa e pensando no que eu ia lhe falar. Até que um dia eu tive a coragem para chamar ela para fora da sala e lhe falar o que eu estava acumulando. Segue a conversa:
- Unicórnia, eu quero lhe falar que eu tô' ficando muito incomodada de te ver sendo amiga de outras garotas - eu disse ( mais ou menos isso)
- É só não olhar - ela disse (mais ou menos isso)
Nós ficamos falando sobre a nossa briga e meio que ''resolvemos tudo''. Eu acho que chorei um pouco, não me lembro. Lembram da Dyan O'Brien? Pois então, eu, a Unicórnia e ela viramos melhores amigas. Sempre falávamos sobre a Layla, e do quanto sentíamos sua falta. Eu me diverti muito com as duas, mas não iria querer voltar a falar com elas.
Em 2019, eu fiz minha mãe chorar muito. Me meti em brigas. Me ''apaixonei'' por alguns garotos, sendo que amava outro desde 2016 (sobrinho da ex do meu pai, um dia falo sobre ele). Me descobri bissexual. E a pior coisa de todas, que eu acho que fez a nossa amizade acabar... as drogas.
Não vou falar coisas que não fiz como fingir que eu era um bandido pra Dyah, falando que eu estava em uma boca de fumo e que se ela falasse alguma coisa pra alguém, iriam dar um tiro na minha cabeça. Confesso que não sei o porquê eu fiz tudo aquilo, mas eu acho que eu só queria atenção, não, eu tenho certeza. Com essa mentira eu acabei prejudicando a Dyah, ela ficou frustada e quando minha mãe soube (a Dyah mandou mensagem pra minha irmã pedindo ajuda e minha mãe soube. Minha mãe veio com uma barra de madeira do trabalho dela só pra me sentar o cacete) Pra mim a Dyah fez o certo, eu mereci apanhar. No dia seguinte após esse, minha mãe me fez abrir as minhas pernas na frente das minhas irmãs pra ver se eu ainda era virgem, e se, não tinha feito algo de errado comigo, um dos meus traumas. Minha mãe foi até a escola saber o que tinha acontecido, ela associou um garoto que eu gostava achando que era o bandido, só porque tinha uma foto dele no meu celular, e porque minha irmã do meio falou que uma vez viu ele fumando maconha no banheiro. Eu fui falar com ele sobre o que tinha feito, mas ele não quis me deixar terminar quando eu falei que a mãe dele poderia vir a escola, e acabei acabando com uma amizade. A Dyah ficou muito frustada com isso tudo, mas depois de um tempo essa confusão se ''acalmou''.
Não vou mentir, a Dyah me chamava de problemática algumas vezes, o que não era tão mentira na época, mas também me machucava.
Enfim, indo agora para as drogas. Isso mesmo, drogas. Na verdade, eram medicamentos psicotrópicos, o que poderiam sesão drogas já que eu me apoiava naquilo como um porto seguro, quando os meus problemas estavam me pesando muito. Um dia quando estava no meu quarto, eu fui usar um dos medicamentos, e minha cabeça começou a doer muito. Doía tanto que eu chegava a me debater na cama. Quando estava doendo eu fiquei me debatendo, até que resolvi me levantar e tomar um banho frio, mas adivinha, não resolveu. Depois eu peguei gelo, e pus em minha toalha, colocando a parte que estava com gelo na minha cabeça para a dor ''passar''. Ainda me debatendo, eu não consegui parar a dor, até que eu apaguei. Por conta daquela dor, sempre que eu usava a droga, eu desmaiava, pois da primeira vez que tive a dor, quase tive uma overdose (foi o que me pareceu). Quando eu desmaiava eu não sentia dor, só apagava.
Como um exemplo disso, uma vez eu levei a droga pra escola, e usei com uma amiga minha, vou chamá-la de Nick. Ela não sabia usar direito, e eu sabia o efeito que ia causar nela, então eu usei tudo pra ela não ficar tão mal. Eu falei pra Nick que tinha drogas, e ela quis usar. Mas eu não queria que ela ficasse tonta e depois apagasse no meio da aula, então usei tudo por ela. Quando eu usei a droga, nós estávamos rindo, até que eu vi a cara da Dyah, e meu sorriso se desfez. Eu sabia que eu estava fazendo algo de errado, mas eu não parei. Depois voltei a sorrir, já temendo que eu sofresse uma overdose de verdade agora. No meio da aula, o garoto que eu amava, vou chamá-lo de Coxinha, e outro amigo dele, vou chamá-lo de Cafetão, viram que a Nick estava meio sonolenta, então me pediram pra trazer ela pra perto de nós. Quando eu me levantei minha cabeça começou a dar pontadas de dor, mas eu não liguei. Eu fui pegar a Nick e coloquei ela sentada logo atrás de nós. Quando a aula começou as dores pararam, mas eu estava muito tonta e sonolenta. Eu coloquei meu caderno e meu estojo pra debaixo de minha mesa, e depois coloquei minhas mãos na minha cabeça, tentando ficar acordada...até que eu apaguei. Eu não lembro do que estava acontecendo quando eu estava apagada, mas enquanto estava apagada eu vi minha mãe chorar, e comecei a ouvir a voz do Coxinha e do Cafetão. Eles me ajudaram a levantar e eu fui pra sala perto da diretoria, esperar minha família vir me buscar. Depois desse dia, a Dyah e a Unicórnia começaram a se afastar de mim, mas não foi tão rápido assim.
Um dia, elas simplesmente pararam de falar comigo. Não falaram comigo o por quê de estarem indo embora. Ou o que eu tinha feito. Não me eixaram explicar, apenas foram. Eu insisti tanto, tentei falar com elas, mandar alguns amigos meus perguntarem o motivo delas terem ido embora, mandei carta, tentei falar o assédio que havia sofrido. Mas elas não vieram.
Na verdade, esse assédio aconteceu quando eu tinha 8 anos. Eu comecei a gostar de um garoto quando tinha 8 anos e eu estava no 2 ano nessa época. Eu estava logo atrás do armário de materiais pra artes e afins, e fiquei olhando pra ele sentado na cadeira, por um espaço que tinha lá. Ele chamou a prima dele, e falou algo no ouvido dela. Eu ainda estava sorrindo, pensei que ele mandou a prima dele dizer pra mim algo carinhoso de criança. Mas na verdade, ela veio e falou: '' Carls me pediu pra fazer isso em você'' e mexeu no meu peito. Eu fiquei confusa e depois voltei a olhar pra ele no espaço que tinha ali, nessa hora já não estava mais sorrindo. Depois ela voltou, falou a mesma coisa, e mexeu na minha vagina. Eu cobri meu peito com meus braços, e quando ela foi embora, eu comecei a escorregar pela parede até cair no chão chorando. E aquilo doeu muito. Meu melhor amigo de infância, Ricardo, falou pra professora que eu estava ali. Ela me perguntou o que aconteceu, mas eu não disse nada, porque eu olhei pra aquele garoto, e senti medo e raiva. Eu vi ele sorrindo pra mim. E quando eu falei pra elas sobre o assédio, eu não falei sobre esse garoto. Eu inventei uma história sobre um cara mais velho que na verdade eu nem conhecia. E por quê eu fiz isso? Porque na época que eu falei sobre o assédio, esse mesmo garoto estava me mandando mensagens, e eu estava assustada, ms não conseguia falar pra ninguém, mais um dos meus traumas. Por isso inventei a história e um homem mais velho. Tomara que elas não tenham acreditado, porque eu realmente estava com muito medo na época, e não queria que ninguém acreditasse naquilo. Mas que invés disso, me perguntassem o que realmente acontecendo, só que a vida não é tão boa assim. Quando eu falei sobre o assédio, eu ainda me desculpei por ter parado de falar com elas, sendo que elas que parara de fala comigo. A Unicórnia apenas disse ''Tá bom'', mas eu sabia que nada tinha se resolvido. Um grupo de apoio de adolescentes do colégio veio até nossa sala, e eu quis falar a verdade, ele estavam falando sobre assédio virtual. Eu fui até eles, mas eu só disse ''Quando eu estiver pronta eu posso vir aqui?' eles me disseram sim e eu voltei pra sala. A minha amiga Nick me perguntou se eu falei sobre o assédio, e eu disse que não.
Enfim, eu nunca soube o que era ao certo o motivo delas terem partido da minha vida. Eu achava que eram as drogas, mas até hoje não tenho certeza. Uma vez pedi um amigo meu e da Unicórnia pra perguntar à ela qual foi o real motivo, e ela disse ''Ah ela tava insuportável''. Eu vi o print da conversa. Eu não chorei, não senti raiva, ódio, repúdio, dor e nem nada. Só um vazio de decepção.
Depois de um tempo eu falava delas algumas vezes pros meus amigos, reclamando que elas não tiveram a coragem nem de me dizer o que eu fiz. Mas aí eu parei, e ''esqueci'' tudo.
Hoje em dia, pra mim, elas são apenas lembranças de algo bom e ruim que aconteceu na minha vida. Não gosto da ideia delas terem me deixado sem dizer nada, mas também não as culpo. Elas foram importantes pra mim por um tempo. Eu excluí fotos e vídeos delas do meu celular e das minhas redes sociais, pras não lembrar mais delas, mas ainda as tenho na minha lembrança. Sempre que fico me sentindo triste, com raiva ou vazia, eu escuta a música ''Home'' da Daughter de um vídeo que eu fiz pra Dyah O'Brien. Quando eu fiz esse vídeo, eu fiz pela letra da música, pois eu sabia que ela iria embora, e ia ser breve a sua partia. Não vou por o vídeo aqui pois está com uma foto dela. Mas essa música sempre me acalma, pois lembro do dia que estávamos no segundo pavilhão do colégio, tirando fotos ou apenas conversando esperando nossos pais chegarem. Eu estava deitada no colo dela no banco. Um dos dias mais especiais pra mim. Elas não são uma lembrança ruim, mas também não são uma lembrança boa. Com a partida delas eu amadureci mais, me indireitei, me resolvi com minha família (mais ou menos) e estou querendo um futuro pra mim vida.
Agora depois do apagão que eu tive em 2019, eu nunca mais usei medicamentos psicotrópicos. Eu estou estudando mais, pensando em fazer medicina e virar neuro-cirurgiã, pra ajudar pessoas com problemas iguais ao de minha mãe, ou virar General do exército das Forças Armadas. Quero arrumar um/uma namorada/namorado, que espere eu ter meus 15 anos pra namorar. Que fique comigo por muito tempo, e que respeite minhas decisões sobre sexo, política, religião, família ou qualquer outra coisa. Quero vencer na vida e dar orgulho pra minha família.
Estou juntando dinheiro pra pagar minha faculdade e ter uma boa via morando com minha melhor amiga Emilly.
Mas pra falar a verdade, a Dyah O'Brien e a Unicórnia não me ajudaram a pensar nisso tudo, ou até, a querer mudar. Eu só mudei.
E em relação a aquele garoto do assédio, eu falei poucas e boas pra ele esses dias, pra ele me deixar em paz, e ele finalmente foi embora.
Espero que quem leia a história da minha recuperação se apoie nela, e se ajude a melhorar. Lubixco e for contar minha história, faça dela também como uma história de auto-ajuda. Mas passar bem, e ah antes que eu me esqueça.
Fui babaca em relação a Dyah e a Unicórnia?
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2020.06.09 22:36 LittleCato5001 A dor de um coração partido

Sinto falta de quando as coisas eram boas... As juras de amor, os carinhos, o afeto, amar e ser amado, as risadas, os olhares intensos, sentir sua pele contra a minha... Mas tudo, de um dia pro outro, mudou de direção... Críticas destrutivas à todo momento, manipulação, insegurança, incapacidade de lidar com opiniões contrárias, provocações, indiferença, frieza, ameaças e desrespeito gratuitos, e eu não faço ideia do que fiz pra merecer tudo isso. Sempre fui bonzinho, compreensivo e carinhoso, sempre incentivei você nos seus sonhos da melhor forma que estava ao meu alcance. Te amava mais que tudo, e sempre demonstrei isso. Minha parte favorita do dia era ouvir você contar do seu dia, receber uma ligação sua ou ligar pra você, ou mesmo receber alguma mensagem. Deixava meu celular sempre pertinho de mim, caso você precisasse de algo, pois sei que você passa por muitas dificuldades na sua casa, e apesar da pandemia, se fosse preciso, eu iria até aí sem pensar duas vezes pra te acudir, mesmo sabendo que você está com o vírus. Mas é como se todo o valor que você tinha por mim tivesse desaparecido. Num dia estávamos namorando, e de repente você inventou que não estávamos mais porque não tínhamos alianças. Foi dando o pé atrás dia após dia, e eu cheguei ao meu limite. Sempre fui passivo e tentei relevar suas atitudes contra mim, pois sei do seu passado traumatizante, mas você, ao contrário de mim, nunca compreendeu minhas questões e sempre as julgou, como se o fato de você ter passado por coisas mais difíceis invalidassem meus traumas. No fim das contas, você nunca me aceitou do jeito que sou, e isso depois de eu fazer inúmeras concessões a fim de tornar nosso relacionamento saudável. Mas tenho um limite pra tudo, e você não aceitava alguns de meus valores mais essenciais, e me chantageava para que eu os deixasse de lado para a sua própria diversão. Você dizia que me amava, mas hoje não acredito que seja verdade. Eu te amo muito, mas percebi que amor não é o suficiente para um relacionamento prosperar. É uma pena, todos os nossos planos se foram, mas eu precisava dar um fim aos seus abusos contra mim. Você nunca irá ler isso, mas se um dia ler, saiba que, apesar desse final conturbado e tóxico, eu sempre guardarei muito carinho por ti. Mas segui em frente.
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2020.06.07 23:37 Tonzinho123 Minha assustadora saida do armário!

Oi Luba, editores do meu coração e turma que está a ler. A história que eu vou contar passa-se comigo no final de 2018 e gosto de chama-lá de "Minha assustadora saída do armário".
Bem, em agosto de dois mil e dezoito terminei com minha ex-namorada (que hoje é minha melhor amiga) por vários motivos. Um deles era que eu estava naquela fase de descoberta, se eu era hétero, bi ou gay. Essa resposta só obtive em outubro e começo de novembro, quando comecei a gostar de um menino do sexto ano (Eu era do sétimo) na escola. Era um menino totalmente fofo, carinhoso e muito doce (e muito baixo). E acabei aproximando-me dele, e ele era gay também. Mas minha amiga, que também era amiga dele apresentou a ele outro menino, que ele começou a namorar (OBS: esse menino morava em outra cidade aqui de São Paulo, e eles dois só se viam e falavam pelo celular). E nessa história eu acabei ficando muito chateado, pois como você começa a namorar uma pessoa que nunca viu na vida e mal conhece? E eu sempre estando lá, perto dele. Enfim acabou que continuei sendo amigo dele. Mas um tempinho depois, fiquei sabendo que minha amiga e ele iriam para São Paulo, para conhecerem uma escola de samba, e encontrar e esse tal garoto. Fiquei super contente, por mais que estava a ver meu primeiro amor gay ir. Acabou que ele nem foi. Descobri que a mãe dele havia descoberto que ele era gay, e contou para o pai dele, que acabou repreendendo-o e castigando-o. Meu coração ficou em lágrimas, mas não podia fazer nada, a não ser ficar mais próximo dele ainda. E ele de todos nós, indo até em uma apresentação minha. Acabou que por fim soubemos que o pai dele iria o tirar da escola, por nós estarmos "homossexualizando" o filho dele, e o ultimo dia que o vi foi no último dia de aula onde rolou muitas lágrimas. Ainda tenho ele no facebook e tento chamá-lo no mensseger, mas não adianta. Parece que ele nos deletou de sua vida. Demorei para superá-lo, e repensar se eu era gay mesmo e sou! KKKKKK. Agora vivo tranquilo, mas com alguns receios e medos (Perdi alguns quando beijei pela primeira vez, mas isso é outra história).

Espero que tenha gostado Luba! E ele também já que eu acho que ele ainda é inscrito. Beijos. <31.
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2020.04.16 02:45 NoobiestGirl Dói... Não é?

Posso ser considerada humana, mas na sua mão eu fui apenas um peão. Um fantoche na história que você escreveu, e onde decidiu me dar um final triste.
Eu não lamento sabe? Eu não me arrependo... Até porque eu futuramente irei tirar alguma lição dessa situação, mas ainda tenho algo para dizer.
Eu sei, eu não sou a boneca perfeita para o seu conto, mas eu também não fui feita para viver nele. Eu confiei, eu depositei tudo o que eu tinha em você, e literalmente, você pegou nisso, meteu em um saco e foi para o lixo.
Eu não irei me idolatrar sob você, mas não espere que me rebaixe. Eu ainda sinto um aperto em meu coração, dói um pouco, confesso... Mas sei que o tempo me irá curar.
Dou por mim tendo alguns minutos de reflexão sobre tudo isso, e além de me jogar fora, ainda conseguiu me empurrar para fora do meu grupo de amigos.
Você é apenas uma raposa, tem uma cara linda, parece ser carinhoso, e eu sorri e ri tanto contigo... Dá vontade de chorar, mas como toda a raposa é, você me atacou quando eu não esperava, quando eu me sentia bem.
Eu escrevo com uma mão, e com a outra seguro o meu peito, tentando de alguma maneira aliviar a dor que você causou.
Eu não te desejo mal, mas eu também não te vou dar as melhores felicidades do mundo. Infelizmente você ainda está perto de mim, perto daqueles que eu amo, e eu não sei como irei escapar, só espero é que não me magoe de novo.
Em uma parte do meu coração eu espero que você esteja por aqui e esbarre nisso e reflita. Não é culpa minha a dor que você sente, por isso não me cause dor pensando que a sua um dia irá melhorar.
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2020.04.06 18:15 buried-hopes Fui abusivo com a minha namorada

TLDR: Bebi, descordei da opinião da minha namorada e fui 100% babaca com ela na frente de outras pessoas;
Contextualização: Namoramos há pouco mais de 10 anos, vamos nos mudar para nosso apartamento assim que toda essa crise do corona passar.
E ainda: Ultimamento eu tenho passado por umas crises existenciais relacionadas à minha carreira profissional, estou extremamente insatisfeito com a minha área e pra ajudar estou trabalhando em uma empresa que eu odeio. Eu tenho me sentido extremamente angustiado com essa situação, desanimado e chego até a sentir um aperto no coração e sentimento muito ruim em cada dia que uma nova jornada de trabalho se inicia, mas enfim, só pontuei isso pra dar um panorama de como eu tenho me sentido.
Já no meu relacionamento com ela, nos últimos tempos, devido à um abalo que tivemos na nossa relação ela vem se sentindo bastante carente, e já me disse que precisa de muita atenção e carinho.
Pois bem, no sábado ela veio me visitar e dormiu aqui em casa.
No domingo, acordamos e eu estava me sentindo tão bem e conectado com ela, me sentindo extremamente carinhoso, sentimentos muito bons que me fazem esquecer toda essa angústia que eu venho sentido ultimamente.
Começamos a beber ao longo da tarde e eu, ela, meu irmão e namorada dele começamos a conversar sobre vários assuntos e inclusive assuntos relacionados à política, ações atuais do governo em relação à crise e etc. Todos nós temos basicamente a mesma visão política, porém estávamos divergindo, aparentemente, um pouco em relação à como expressávamos nossas opiniões e, como estávamos levemente alcoolizados as ideias pareciam não bater.
À essa altura, eu já estava no nível de álcool em que as palavras parecem sair da boca sem consequências e você sequer perceber o que está dizendo. Dado momento eu percebi que ela foi pro meu quarto dormir. Acompanhei ela e dormi também, um cochilo, de uns 40 minutos.
Quando acordamos percebi que ela estava chateada e perguntei o que havia acontecido. Foi aí que ela começou a chorar e dizer que naquele momento em que a gente estava conversando eu havia desdenhado de tudo que ela havia dito, desmerecido a opinião dela na frente dos outros, tratado ela como inferior e que em dado momento eu até cheguei a perguntar quando ela ia embora (eu não lembro de ter dito isso, admito).
Foi aí que eu percebi como eu agi como um completo BABACA (no mínimo) com ela. Eu não tinha como sequer justificar meu comportamento (obviamente, porque ele foi injustificável). Eu comecei a chorar de vergonha pelo modo como eu havia agido, deixei claro pra ela que não era minha intenção ter feito o que eu fiz, mas pra falar a verdade eu estava mesmo era com nojo de mim mesmo, eu comecei a ver todos esses caras escrotos que são acusados de serem abusadores em relacionamentos, eu pedia desculpas, porque eu realmente não queria ter feito isso, mas pensando que esse é justamente o comportamento que esses caras tem quando são confrontados: Eles se diminuem, choram, pedem desculpas e dizem que estão arrependidos.
Ela disse pra mim que o que mais chateou ela é que ela estava falando algo que já havíamos conversado antes e nossas opiniões eram as mesmas, mas que na frente dos outros eu acabei negando o que ela estava dizendo e ela não entendia o porquê. Ela me disse que me acha muito inteligente e que uma parte daquilo que ela sabe é tirado de conversas que nós temos juntos e que por isso não entendeu meu comportamento.
Eu disse pra ela que agi dessa forma (não afim de justificar meu comportamento, mas mais querendo talvez entendê-lo) porque provavelmente achei que estávamos discordando do assunto que eu achei estar certo e, por ser o idiota que sou, quis me impor de um jeito escroto pra cima da pessoa que estava descordando de mim. E a maneira como os idiotas fazem isso é justamente fazendo que eu fiz: diminuindo a pessoa.
Eu sinceramente, até agora estou mal pra caralho, com muito nojo de mim mesmo por ter tratado a pessoa que eu mais amo nesse mundo dessa forma. Justo quando as coisas estavam indo tão bem, bastou essa cagada homérica pra trazer, esse sentimento de estranheza e fragilidade no relacionamento. Eu só não queria agora parecer que eu estou tentando reparar as coisas de um jeito artificial. Eu sei que a única coisa que eu posso fazer pras coisas ficarem bem é ajustar o meu comportamento e nunca mais agir assim.
Eu entendo, e é o que ela já me disse em outras ocasiões em que eu tive um comportamento idiota (mas nada nesse nível de tratar ela mal assim, ou talvez até eu não tenha enxergado assim), que eu fico meio idiota mesmo quando bebo, em algumas ocasiões eu falo coisas que não devia. Eu sou uma pessoa que fala bastante, mas essa já não é a primeira vez que eu percebo que eu sou tipo o Pelé: Um poeta de boca fechada. Eu tenho o hábito de fazer muitas piadas com as pessoas com quem tenho intimidade, principalmente familiares (primos, tios, etc), e eu passei a perceber que mesmo algo que parece muito inofensivo de fato não, e tenho me policiado pra não fazer mais piadas. Com tudo isso eu venho refletindo que esse parece ser o meu mecanismo pra me engrandecer: diminuir os outros.
A sensação que eu tenho é que eu sou uma pessoa muito ruim por dentro, mas enquanto eu estou no controle eu consigo manter essa minha personalidade sob controle, quando eu bebo ela vai tomando o controle aos poucos. Eu sei que o problema não está em beber e deixar esse lado imbecil sair, o problema está em justamente ter esse lado imbecil dentro de mim. A pergunta que eu faço é: Como deixar de ser um babaca e aprender a se controlar melhor?
Desculpe pelo texto gigantesco e se tudo pareceu muito confuso. Eu realmente estou me sentindo abalado com tudo isso a ponto de me deixar bem desnorteado.
Obrigado por quem leu e aceito comentários pontuando o obvio: I'm the asshole
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2020.03.06 03:56 altovaliriano A glorificação da guerra e o sonho de Dunk

Em uma “segunda de SSM”, eu tratei sobre uma entrevista que o jornal britânico The Guardian fez com Martin. No final do artigo, o jornalista relata que perguntou a Martin qual era sua cena favorita nos livros e recebeu uma resposta inesperada:
Com isso em mente, ele tem uma cena favorita em que sentiu a escrita realmente acertou em cheio? Eu perguntei plenamente esperando que ele mencionaria um dos momentos mais famosos, como o Casamento Vermelho, por exemplo, ou a morte chocante de Ned Stark no primeiro livro.
Houve uma longa pausa antes que a resposta surpreendente chegasse. “Lembro que houve um discurso que um septão [a versão westerosi de um padre] faz a Brienne sobre homens quebrados e como eles se quebram. Eu sempre fiquei muito satisfeito em ter escrito aquilo”.
O discurso em questão é um pesado e longo monólogo do Septão Meribald dá em O Festim dos Corvos, no 5º capítulo de Brienne. Podrick pergunta se desertores e foras-da-lei de equivalem e Brienne responde laconicamente, mas Septão Meribald dá um resposta longa sobre como os desertores são o resultado da destruição que a guerra dos nobres causa na vida dos plebeus.
A quem conhece um pouco do pensamento de GRRM, a resposta ao jornalista apenas parece refletir sua posição pessoal anti-guerra que permeia toda sua obra, desde a primeira história que vendeu profissionalmente, “O Herói”. Em As Crônicas de Gelo e Fogo, o autor expõe o tempo todo as consequências catastróficas da guerra, tanto para o lado vitorioso quanto para o perdedor.
Inclusive, existe um longo e excelente texto escrito por um expert em armas nucleares que demonstra como Martin se inspirou nestes dispositivos de destruição em massa para criar os dragões de seu mundo e todo o jogo político ao redor de quem vai dominá-los. O fato de alguém conseguir puxar tantos paralelos entre armas nucleares e dragões dá uma pista do tom antiguerra de ASOIAF, além de mostrar o quanto ser baby-boomer influencia na visão de mundo de GRRM.
Como era natural de se esperar, os contos de Dunk e Egg não escapam a este tipo de abordagem. Porém, aqui Martin preferiu manifestar o tema de forma onírica.
Em um recente tópico aqui no valiria, eu tentei explorar as razões que fizeram com que GRRM nos contasse sobre a viagem de Dunk e Egg à Dorne, quando ele parece ter mudado de ideia sobre qual seria o enredo da história sucessora de O Cavaleiro Andante.
Dentre várias razões que apontei para a manutenção da jornada dornesa nos flashbacks de Dunk, eu especulei que a história da morte de Castanha serve como mote para o sonho de Dunk, pois essa história revela como inocentes podem morrer por decisões estúpidas de seus senhores. Mas eu gostaria de acrescentar que inocentes e votos de cavaleiro também morrem quando cavaleiros põem o cumprimento dos deveres para com seus senhores acima de proteger os fracos.
Este é o sentido do sonho de Dunk, emanado do sentimento anti-guerra de Martin, conforme analisarei a seguir.

Um cavaleiro antes de uma espada juramentada

De fato, desde o primeiro treinamento dos plebeus que obedeceram ao chamado de Sor Eustace para a guerra contra a Rohanne fica claro que eles não teriam qualquer chance contra os cavaleiros da viúva.
Quando Dunk afirma que a necessidade de mandar todos a morte por um disputa tão pequena é uma escolha que não cabe a eles, Egg responde com uma alegoria à lição de Sor Arlan, de não dar nomes a cavalos para evitar sofrer quando eles morrem:
– Isso não é você nem sou eu quem vai dizer – Dunk respondeu. – É dever de todos eles ir para a guerra quando Sor Eustace os convoca... e morrer, se necessário.
– Então não devíamos ter dado nomes para eles, sor. Isso só vai tornar a dor mais difícil para nós quando morrerem.
(A Espada Juramentada)
De fato, é incrível a quantidade de parágrafos que GRRM leva descrevendo o processo de “batismo” dos camponeses que tinham nomes iguais. A princípio, eu não entendi porque Martin achou que isso era importante, até que eu comecei a decodificar o sonho de Dunk.
Essencialmente, o que aconteceu com Castanha nas areias de Dorne é o mesmo que está acontecendo em Pousoveloz antes de Dunk começar a pensar em uma saída pacífica para o impasse entre Osgrey e Webber. O sonho é a forma como Dunk, um homem de lealdade inquestionável e raciocínio lento, começa a perceber as consequências da obediência cega que tem prestado a Sor Eustace.

O Prólogo de um sonho

Antes de passarmos à análise do sonho, um pequeno parágrafo precisa ser examinado. Quando Dunk se deita para dormir, ele lembra dos eventos do torneio de Vaufreixo, especialmente das tragédias que ocorreram naquele dia:
Supostamente, estrelas cadentes traziam boa sorte, então ele pediu para Tanselle pintar uma em seu escudo. Mas Vaufreixo trouxera tudo menos sorte para ele. Antes que o torneio acabasse, ele quase perdera uma mão e um pé, e três bons homens perderam a vida. Ganhei um escudeiro, no entanto. Egg estava comigo quando deixei Vaufreixo. E essa foi a única coisa boa de tudo o que aconteceu.
Esperava que nenhuma estrela caísse naquela noite.
(A Espada Juramentada)
Estes pensamentos antes do sonho provavelmente é o que desperta a memória de Dunk e faz com que Baelor e Valarr surjam em seu sonho. Contudo, Dunk cita que três pessoas morreram naquele dia, mas Valarr não era era uma delas.
Essa distinção é importante para entendermos como o subconsciente de Dunk parece estar funcionando durante o sonho. Como veremos a seguir.

Decodificando

Vamos analisar o sonho na íntegra.
Havia montanhas vermelhas a distância e areias brancas sob seus pés. Dunk estava cavando, enfiando uma pá no solo seco e quente e jogando a fina areia branca por sobre os ombros. Estava fazendo um buraco. Um túmulo, pensou, um túmulo para a esperança. Um trio de cavaleiros dorneses estava parado observando e zombando dele em voz baixa. Mais além, comerciantes esperavam com suas mulas, carroças e trenós de areia. Queriam ir embora, mas não partiriam até que ele enterrasse Castanha. Ele não deixaria seu velho amigo para as cobras, escorpiões e cães da areia.
Aqui Martin estabelece a cena, mas eu quero comentar especificamente as partes em negrito.
Aqueles que lembrarem do que realmente aconteceu no enterro de Castanha, devem desde já estranhar os comerciantes esperando Dunk enterrar o cavalo.
Eu não entendi a parte do túmulo à esperança quando li a primeira vez. Mas agora que sabemos que Castanha está sendo usada como alegoria às vítimas das guerras caprichosas dos nobres e à lealdade cega de seus cavaleiros, seu significado fica evidente.
Dunk está pessoalmente cavando um túmulo para os mais fracos, as pessoas que um cavaleiro jura proteger. As pessoas que viram valor nele quando ele enfrentou Aerion por Tanselle. E ao virar as costas para elas, Dunk se torna um cavaleiro hipócrita, como os demais.
Quanto aos três cavaleiros dorneses, a seguir veremos que eles não são os cavaleiros dorneses que estavam com Dunk, mas Sor Arlan, Baelor Quebralanças e Valarr. Martin preferiu apresenta-los aos poucos durante o sonho, por isso suas identidades não são reveladas nesse momento.
Por outro lado, quem lembrar dos detalhes do enterro de Castanha, saberá que não foi assim que os cavaleiros dorneses se portaram.
O castrado morrera de sede, na longa travessia entre o Passo do Príncipe e Vaith, com Egg em suas costas. Suas patas dianteiras pareciam ter se dobrado sob ele e o cavalo ajoelhou, rolou de lado e morreu. Sua carcaça estava ao lado do buraco. Já estava dura. Logo começaria a feder.
Esta realmente parece ter sido a forma como Castanha morreu. Mesmo que valha a pena debater se Martin não está criando um paralelo entre a sede que matou o cavalo e a seca que levaria a morte dos plebeus, me parece que essa parte só está aí para estabelecer o pano de fundo do acontecimento.
Dunk chorava enquanto cavava, para diversão dos cavaleiros dorneses.
Água é preciosa para se desperdiçar – um deles disse. – Não devia desperdiçá-la, sor.
O outro riu e disse:
– Por que está chorando? Era só um cavalo, e bem feio.
Castanha, Dunk pensou enquanto cavava, o nome dele era Castanha, e ele me levou nas costas por anos e nunca empacou ou mordeu. O velho castrado parecia uma coisa lamentável ao lado dos corcéis de areia lustrosos que os dorneses cavalgavam, com suas cabeças elegantes, pescoços longos e crinas se agitando, mas Castanha dera tudo o que podia dar.
É notável perceber que dois dos “cavaleiros” dão mais valor a água do que a Castanha, assim como Eustace (e Rohanne) do que a vida dos plebeus. Contudo, estes “cavaleiros” montam cavalos melhores do que um velho castrado, indicando que eles são de uma estirpe acima da pequena nobreza (como veremos a seguir).
– Chorando por um castrado de costas arqueadas? – Sor Arlan disse, em sua voz de velho. – Ora, rapaz, você nunca chorou por mim, que o colocou sobre as costas dele. – Deu uma risadinha, para mostrar que não queria causar mal com a censura. – Esse é Dunk, o pateta, cabeça-dura como uma muralha de castelo.
– Ele não derrubou lágrimas por mim tampouco – disse Baelor Quebra-Lança, do túmulo. – Embora eu fosse seu príncipe, a esperança de Westeros. Os deuses nunca pretenderam que eu morresse tão jovem.
– Meu pai tinha só trinta e nove anos – lembrou o Príncipe Valarr. – Tinha tudo para ser um grande rei, o maior desde Aegon, o Dragão. – Olhou para Dunk com frios olhos azuis. – Por que os deuses o levariam e deixariam você? – O Jovem Príncipe tinha o cabelo castanho-claro do pai, mas uma mecha loura-prateada o atravessava.
Vocês estão mortos, Dunk queria gritar, vocês três estão mortos, por que não me deixam em paz? Sor Arlan morrera de um resfriado, o Príncipe Baelor, de um golpe dado pelo irmão durante o julgamento de sete de Dunk, e seu filho Valarr, durante a Grande Praga daPrimavera. Não tenho culpa por esse. Estávamos em Dorne, nem mesmo ficamos sabendo.
Sor Arlan é o terceiro cavaleiro, mas o primeiro que vimos ser revelado. Depois, Baelor e, por fim, Valarr. Isso ocorre porque foi nesta ordem que eles morreram, e é a ordem inversa de suas idades.
Enquanto a fala de Valarr é uma repetição quase idêntica do último diálogo entre Dunk e o príncipe (até mesmo as descrições), as falas de Sor Arlan e Baelor se concentram no fato de que Dunk não havia chorado a morte deles, mas agora chorava a morte de um cavalo.
A razão para isso é porque Dunk não foi responsável pelas mortes de nenhum dos três, nem mesmo a de Baelor Quebralanças (ao menos não totalmente). Mas ele foi responsável pela morte de Castanha.
No caso de Valarr, o próprio Dunk não vê culpa sua.
Sor Arlan morreu de um resfriado e os pensamentos de Dunk foram de que “ele teve uma vida longa” e “Devia estar mais perto dos sessenta do que dos cinquenta anos, e quantos homens podem dizer isso? Pelo menos vivera para ver outra primavera” (O Cavaleiro Andante). Portanto, salvo por sentimentalismo, Dunk não havia porque achar que tinha culpa na morte do velho.
Já o Príncipe Baelor entrou no Julgamento dos Setes por conta própria, sem que Dunk sequer cogitasse convidá-lo e para a total surpresa dos Targaryen na equipe dos acusadores. Então, objetivamente não há culpa real de Dunk. Ele não tinha uma escolha real.
Entretanto, mesmo que Dunk sinta-se a culpado, ele sabe que só poderia ser responsável por uma parcela. De fato, como o próprio cavaleiro admite, ele divide o fardo com Maekar: “Você o acertou com a maça, senhor, mas foi por mim que o Príncipe Baelor morreu. Então eu o matei tanto quanto o senhor” (O Cavaleiro Andante).
Contudo, Castanha morreu exclusivamente porque Dunk estava caprichosamente correndo atrás de uma mulher em uma das regiões mais inóspitas dos Sete Reinos.
– Você é louco – o velho disse para ele. – Não vamos cavar nenhum buraco para você quando se matar com essa tolice. Nas areias profundas, um homem deve estocar sua água.
Vá embora, Sor Duncan – Valarr disse. – Vá embora.
A mensagem aqui é bem direta: sacrificar os plebeus em nome do dever como espada juramentada era teimosia inútil, uma “guerra estúpida” como alegara Egg, pois ninguém realmente ligaria se ele morresse ou vivesse.
Egg o ajudava a cavar. O garoto não tinha pá, só as mãos, e a areia voltava para o túmulo tão rápido quanto eles a tiravam. Era como tentar cavar um buraco no mar. Tenho que continuar cavando, Dunk disse a si mesmo, embora suas costas e ombros doessem com o esforço. Tenho que enterrá-lo profundo o bastante para que os cães de areia não o encontrem. Tenho que...
– ... morrer? – perguntou Grande Rob, o simplório, do fundo do túmulo. Deitado ali, tão quieto e frio, com uma ferida vermelha irregular escancarando sua barriga, ele não parecia tão grande.
Dunk parou e o encarou.
– Você não está morto. Você está dormindo no porão. – Olhou para Sor Arlan, em busca de ajuda. – Diga para ele, sor – pediu. – Diga para ele sair do túmulo.
A primeira menção a Egg no sonho é como ajudante de Dunk na missão inútil, o que reflete a última discussão que teve com o escudeiro, na qual conseguiu sua obediência na base da rispidez.
Porém, no meio da tarefa, há a primeira indicação clara de que o ocorrido com Castanha serve de alegoria à situação atual, na qual Dunk está colocando inocentes em perigo ao convoca-los, treiná-los e ficar em negação sobre suas chances.
Até mesmo Sor Bennis, o Marrom, está mais desperto para isto do que Dunk. É claro que o cavaleiro marrom não queria mais trabalho, porém suas atitudes estavam mais voltadas a evitar um banho de sangue do que as tomadas por Dunk.
Com efeito, o cavaleiro não só era contrário a levar a notícia da represa a Sor Eustace, como também não se enganava quanto às chances dos camponeses que estava treinando.
Dunk estava em tamanha negação, que mesmo ao ver Grande Rob mortalmente ferido no buraco em que estava cavando, virtualmente perguntando a Dunk “Tenho que morrer?”, o cavaleiro ainda pediu auxílio a Sor Arlan, seu carinhoso mentor, aquele que lhe ensinou sobre os deveres de uma espada juramentada, que atestasse que nada de errado estava ocorrendo.
Só que não era Sor Arlan de Centarbor que estava parado perto dele, mas Sor Bennis do Escudo Marrom. O cavaleiro marrom só gargalhou.
– Dunk, pateta – disse –, destripar é algo lento, certamente. Mas nunca conheci um homem que viveu com as entranhas penduradas. – Uma espuma vermelha borbulhou em seus lábios. Ele se virou e cuspiu, e as areias brancas beberam tudo.
Buco estava parado atrás dele com uma flecha no olho, chorando lentas lágrimas vermelhas. E lá estava Wat Molhado também, a cabeça cortada quase na metade, com o velho Lem e Pate olho-vermelho e todo o resto. Todos tinham mastigado folhamarga com Bennis, Dunk pensou de início, mas então percebeu que era sangue escorrendo por suas bocas. Mortos, pensou, todos mortos, e o cavaleiro marrom zurrava.
– Sim, melhor se manter ocupado. Tem mais covas para cavar, pateta. Oito para eles, uma para mim, uma para o velho Sor Inútil e a última para seu garoto careca.
Porém, no lugar de Sor Arlan estava Sor Bennis. Isto é o sinal de que não havia lição de honra a ser aprendida, só a realidade nua e crua finalmente se mostrando a Dunk.
Todos morreriam na guerra e tudo seria absorvido e justificado por ela. Até mesmo pessoas que Dunk julgava estarem fora do alcance do conflito, como Egg.
A pá escorregou das mãos de Dunk.
– Egg – gritou –, fuja! Temos que fugir! – Mas as areias escorregavam sob seus pés. Quando o garoto tentou se precipitar para fora do buraco, tudo desmoronou. Dunk viu as areias cobrirem Egg, enterrando-o enquanto ele abria a boca para gritar. Tentou abrir caminho até o escudeiro, mas as areias erguiam-se por todos os lados, puxando-o para o túmulo, enchendo sua boca, seu nariz, seus olhos...
Apesar da alegoria, o sonho aqui mostra bem claramente que a indolência de Dunk levaria todos para dentro do túmulo que Dunk estava escavando para aqueles que morreram porque ele fechou os olhos.
A mensagem anti-guerra que parece estar subjacente aqui é a de que o cumprimento cego do dever não absolve ninguém da responsabilidade pelos mortos, e o conflito atinge a todos indiscriminadamente. E as consequências nefastas da guerra estão por todo nas terras Osgrey. Seja nas vilas ou nas amoreiras.

O epílogo de um sonho

Para finalizar, é preciso analisar o que realmente aconteceu durante o enterro de Castanha.
A primeira coisa a entender é que Dunk não chorou e não houve enterro nenhum:
Nunca chorei. Posso ter tido vontade, mas nunca chorei. Ele tentara enterrar o cavalo também, mas os dorneses não esperaram.
Porém, a lição que Dunk ouviu de um dos cavaleiros dorneses era relativa ao ciclo da vida e a aceitação de que os animais carniceiros que viriam cear da carne de Castanha estavam protegendo a sua própria prole:
– Cães de areia precisam alimentar seus filhotes – um dos cavaleiros dorneses dissera para ele enquanto o ajudava a tirar a sela e os arreios do castrado. – A carne dele vai alimentar os cães ou as areias. Em um ano, seus ossos estarão totalmente limpos. Isso é Dorne, meu amigo.
A partir desta mensagem é que Dunk, já acordado, faz uma nova reflexão sobre as eventuais mortes dos plebeus. Porém, nem mesmo nesta nova meditação Dunk é capaz de achar significado algum para que os novos soldados de Osgrey percam suas vidas:
Ao lembrar-se daquilo, Dunk não pôde deixar de se perguntar quem se alimentaria das carnes de Wat, Wat e Wat. Talvez haja peixes xadrezes no Riacho Xadrez.
Encerrada a questão no plano onírico e no plano racional, não surpreende que Dunk tenha, logo depois do treinamento, perguntando a Sor Osgrey por uma alternativa.
Uma espada juramentada deve serviço e obediência ao seu suserano, mas isso é loucura.

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2020.02.16 21:10 branca_de_neve Dicas para manter um ótimo relacionamento com o seu/sua parceiro(a)

E que eu não cumpri a maioria delas.
  1. Dê atenção a pessoa que está com você. Pergunte como foi o dia dela, se ela está com fome, se quer ver algum filme. Se importe;
  2. Não traía. Além de ser uma atitude ridícula, não tem necessidade;
  3. Tente socializar com os amigos do seu cônjuge. Aproxime-se deles. Curta, ria e jogue conversa fora;
  4. Participe dos eventos em família. Não precisa participar de todos, obviamente. Mas vá nos mais importantes. Mostre que se importa com a família da pessoa. Mostre que quer fazer parte dela;
  5. Não grite com o seu parceiro. Nem quando estiver em só vocês dois. Isso é muito feio. Tenha uma discussão pacífica, sem dedo no cu e gritaria;
  6. Não diga que perdoou, e jogue as coisas na cara dele/a na primeira discussão. Isso machuca e só mostra que você não perdoou nada;
  7. É muito legal ganhar presentinhos. " Vi esse doce na padaria e lembrei de você pq sei que você gosta" isso é muito fofo;
  8. Respeite o seu cônjuge e a relação de vocês nas redes sociais também. Compartilhar memes maldosos ou escrever certas coisas pode ser visto com maus olhos pela outra parte;
  9. Conversem. Conversem muito e sobre tudo. Um bom diálogo resolve quase qualquer coisa. Tem algo te incomodando? Converse. O cara esqueceu o tolete dele no vaso? Não parta para as vias de fato. Converse. Você comeu o chocolate todo que estava na geladeira? Converse;
  10. Não prometa nada quando estiver com muita raiva ou muito feliz. Pode se arrepender depois;
  11. Não abandone o seu parceiro tão facilmente. Lute até o último momento para salvar a relação de vocês. Obviamente se você achar que aquela pessoa vale a pena;
  12. Não mude da noite pro dia. Hoje você conversa o dia todo com o parceiro(a), é carinhoso e simpático. Noutro dia, sem motivo aparente, trata-o com indiferença e frieza;
  13. Saibam curtir os pequenos e simples momentos juntos. Seja uma pizza em casa assistindo Netflix ou ficar olhando o céu numa noite estrelada deitados na grama.
Bom, n é uma receita de bolo. Fui mais pela minha intuição e pelo que eu acho certo. O que eu gostaria de ter feito e não fiz. E o que eu gostaria que meu parceiro tivesse feito também. E mesmo fazendo isso tudo, nada impede que você seja descartado algum dia.
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2020.01.24 03:08 grossecommeunevache A pessoa que eu mais amo está se matando e eu não consigo fazer ele parar.

A pessoa mais maravilhosa que eu já conheci, a pessoa mais carinhosa, mais sincera e mais confiável que eu já conheci na minha vida, a pessoa que sempre deixou tudo de lado pra cuidar de mim, que sempre escondeu sua dor pra me salvar está se matando, se destruindo, desistindo de si próprio, e eu sou fraca de mais pra salvar ele, ele me salvou tantas vezes e eu não consigo salvar ele uma única vez.

Meu irmão, o mais novo de nós três, o caçula, que sempre ficou quietinho no canto dele fazendo as coisas dele - desenhando, lendo livrinhos, andando no quintal atrás de insetos pra observar, olhando para qualquer pássaro que passava como se fosse a coisa mais impressionante do mundo, o garoto mais legal e inteligente que eu já conheci, o garoto mais sensível, carinhoso, generoso e honesto que eu conheci está desistindo, quer ir embora, sumir desse mundo.

Ele sempre foi meu melhor amigo, sempre junto de mim, jogando bola no quintal, bolando travessuras pra pegar nos nossos vizinhos, conversando comigo na madrugada sobre todos os tópicos mais aleatórios possíveis, sempre do meu lado, sempre me abraçando e sorrindo pra mim, me fazendo rir, sorrir e me erguer quando ninguém mais conseguia me fazer lutar, eu sempre vi ele com tanta admiração e orgulho, até um pouco de inveja, ele era o aluno exemplar, o gênio da classe, o favorito dos professores, trazia orgulho pra nossa mãe, até pro nosso pai, ele estava sempre aprendendo algo por conta própria, ele aprendeu a desenhar sozinho, desenhava animais tão bem, sabia tudo sobre história, adorava biologia, na nossa adolescência ele começou a se interessar por filosofia, política e geopolítica, quando ele falava todo mundo se calava pra ouvir o que ele tinha a dizer, por que ele era quieto e falava pouco mas também por que todo mundo sabia que ele era inteligente e não falava se não tivesse algo de útil pra dizer, ele escrevia muito, escrevia poemas lindos, eu tinha um orgulho imenso de falar "ele é meu irmão!" - me sentia na sombra dele às vezes, principalmente na escola, mas mesmo assim eu não conseguia deixar de me orgulhar por esse irmão maravilhoso que eu tenho, eu comecei a lutar, me esforçar pra ser como ele, eu tinha que estudar duro, passar noites debruçada nos livros e apostilas pra conseguir chegar no nível dele que nem se esforçava tanto assim e parecia conseguir essa excelência e destaque naturalmente, eu tinha certeza absoluta que ele iria ter um sucesso imenso na vida, todo mundo pensava isso, eu lembro que uma amiguinha de escola disse uma vez pra ele: "quando você for rico, tiver sua empresa, lembra de mim, tá?" todo mundo sabia com certeza absoluta que ele iria deixar todos nós pra trás comendo poeira, ele era especial, uma estrela.

Eu não sei o que deu errado, eu não sei o que fizeram pra quebrar o coração dele desse jeito, eu não sei se o tempo todo ele estava fingindo, resistindo, lutando, retaliando do jeito dele a crueldade e monstruosidade do nosso pai, se ele fazia isso pra compensar, pra se sentir valorizado pelos outros pra compensar o desprezo e ódio que nosso pai infligiu nele, mas eu sei que quando nossos pais se separaram e nós ficamos com a nossa mãe eu fiquei tão feliz, ele nunca me maltratou, na verdade eu era a favorita dele, ele tratava nossa irmã com muito carinho também, mas eu odiava ele por causa do que ele fazia com meu irmão, ele era horrível, maltratava ele o tempo todo, sem nenhum motivo, meu irmão era um menino incrível, ele obedecia tudo que nossos pais diziam sem reclamar, ele queria ser amado, ele queria mostrar o amor dele o tempo todo e tudo que ele recebia era desprezo, gritos, castigos, humilhações, violência, eu odiava ele e queria que ele saísse da nossa vida, queria que meu irmão fosse tão confiante e incrível em casa como ele era na escola, eu tinha certeza que quando eles se separaram meu irmão teria paz, mas não foi assim, ele começou a andar com pessoas que faziam coisas ruins, ele começou a fumar, depois beber, depois ele sumia de noite e de madrugada sem explicar direito onde estava, chegava estranho, de ressaca, aí ele começou a ter uma performance ruim na escola, cabular aula, não fazia sentido - ele nunca foi assim, o que está acontecendo maninho? você não era assim! mas ele não dizia, ele só dizia que estava tudo bem, e eu achava que era uma fase ou sei lá, eu não me preocupei como deveria, eu não fiz o que devia fazer, eu não fiz por ele o que tinha feito por mim a vida toda: deixar de lado minhas preocupações pra abraçar ele e cuidar dele. Eu falhei com ele e quando eu vi ele já estava bebendo todos os dias, fumando meio maço de cigarros por dia, fumando maconha, usando cocaína todos os dias ou quase todos os dias, injetando umas drogas que eu nem sabia que existiam, medicações que deviam ser injetadas em animais, em cavalos, por que caralho?? por que eu não consigo te ajudar? não consigo aliviar sua dor como as drogas aliviam? por que? eu te amo porra, eu vou ficar despedaçada se você morrer assim, eu já estou acabada, ver você no hospital todo imundo, vomitado, amarrado, se debatendo, gritando, olhando desse jeito como se nem lembrasse de mim já acabou comigo, o que eu faço pra te salvar? eu não sou médica mas eu te amo, eu daria tudo pra te salvar, o que eu faço? para de falar que tá tudo bem, não está nada bem, você é tão amado, tinha uma multidão de gente no hospital, seus amigos estavam lá querendo saber de você, brigando com o pessoa do hospital pra entrar lá e te ver, você é lindo, talentoso, inteligente, você é tão carinhoso, humilde, sincero e generoso que todo mundo gosta de você em todo lugar, na escola, no trabalho, no nosso bairro, por que uma pessoa assim está fazendo isso??? não está tudo bem se você está assim, para de ser idiota, para de achar que você tem que enfrentar tudo sozinho, para de mentir na minha cara sabendo que eu sei que você está mentindo pra mim, fala o que eu tenho fazer, eu faço qualquer coisa, eu faço agora mesmo, eu sacrifico tudo por você, mas eu preciso que você me dê só uma chance, por favor, não me abandona, eu sempre vivi com você, eu não sei como é viver sem você, eu não sei se eu consigo, eu tô com medo, eu não consigo parar de chorar, eu não sei o que fazer pra te salvar.

Eu não aguento isso, eu sinto raiva, eu sinto ódio, tanta gente que só fodeu comigo vivendo numa boa e meu irmão que sempre foi tão bom que acabava se prejudicando, sendo engando e mesmo assim perdoava sem pensar duas vezes, tratava as pessoas que maltratavam ele com respeito e compaixão está sofrendo desse jeito, que merda injusta do caralho mano, isso é errado, ele não consegue sentir raiva e odiar ninguém, não consegue machucar ninguém, então por que parece que ele se odeia tanto, por que ele se machuca tanto, eu não entendo isso, eu tô desnorteada, eu não sei o que fazer, eu só quero voltar atrás e abraçar ele antes de ele sair pela porta de noite sem dizer onde ia, dizer que eu amo ele e pedir pra se abrir comigo e contar comigo ao invés de ir atrás dessas coisas que estão destruindo ele.

Ele perdeu muito peso, ele não se cuida mais, ele foi parar no hospital várias vezes em uma única semana, ele não come, ele não conversa comigo direito, só desconversa e fica insistindo nessa merda de cuidar de mim quando é ele que precisa de cuidado, ele ficava escrevendo sobre suicídio, pesquisando sobre suicídio, ouvindo músicas de suicídio, ele deve estar em casa agora largado na cama olhando pro teto sem mexer um músculo ou do lado de fora bebendo e fumando sem parar, ele pode já estar morto, e eu não vou estar lá pra ajudar por que preciso estudar, eu não vou saber por que se mando mensagem ele diz que está tudo bem, mentindo pra mim, eu não quero perder meu irmão, não é justo, é errado, é cruel, eu não vou conseguir aguentar isso.
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2019.11.18 19:40 marciofsrj Vanessa Vailatti

Vanessa Vailatti

Bella da semana

Vanessa Vailatti

Vanessa Vailatti 2017 - O grande dia finalmente chegou! É hora de ver o ensaio mais esperado dos últimos tempos aqui no Bella da Semana. Ela, que já fotografou para o site há dois anos e foi sucesso absoluto no mundo inteiro, agora está de volta em fotos muito especiais. Depois que fotografou pela primeira vez, após ter sido coroada a musa do concurso promovido pelo Bella da Semana no carnaval de Floripa em 2015, Vanessa Vailatti curtiu a vida, beijou mulheres, virou celebridade e chegou a ser confundida com a esposa do atual presidente brasileiro Michel Temer, Marcela, em uma história que pipocou nos maiores veículos de comunicação nacionais. Vanessinha, nossa eterna musa, deixou todos nós implorando por mais. É com muito prazer que atendemos a esses pedidos e agora vocês podem ver o resultado deste novo trabalho aqui.
Nome: Vanessa Vailatti (Vanessinha). Data e local de nascimento: 21 de abril de 1992, em Guaramirim (SC). Cidade onde mora: Penha (SC). Signo: touro.
Medidas Altura: 1,64 m. Quadril: 99 cm. Cintura: 69 cm. Busto: 87 cm. Pés: 35.
Vanessa, desde que você fotografou para o Bella da Semana a primeira vez, seus fãs não param de pedir por um novo ensaio. Qual a diferença entre esse ensaio de agora e o ensaio de dois anos atrás? Os dois ensaios foram especiais, cada qual no seu momento. O primeiro é mais especial para mim porque foi quando tudo começou, mas que esse segundo não foi menos importância do que o primeiro. Questão de experiência, claro, que neste segundo eu me senti mais segura. Já tinha mais intimidade com as câmeras.
Você continua linda, mas parece que está ainda mais bonita do que da outra vez. Alguma coisa mudou na sua rotina de treinos ou alimentação desde então? Na verdade, meu corpo mudou muito durante estes dois anos e só nós, mulheres, sabemos das oscilações que sofremos. Hoje aumentei atividades aeróbicas e vario a minha dieta. A dica é não desistir jamais!
Você terminou a faculdade de Educação Física? Ainda não terminei, não, mas está nos meus planos.
Por falar em carreira, um tempo atrás você foi confundida com a esposa do atual presidente Michel Temer. Pode nos contar um pouquinho sobre essa experiência? Foi uma loucuraaaa! Mas adorei, não é sempre que se é confundida por uma pessoa tão influente.
Qual o lado complicado da fama? Como a maioria dos meus trabalhos são sensuais e me exponho muito, o lado negativo são as criticas. São críticas não construtivas, sabe? Os famosos "haters", pessoas que não têm um pingo de bom senso, que nunca me viram na vida e se acham no direito de comentar asneira, sendo que boa parte desses críticos são mulheres. Fora o uso indevido da minha imagem, usam meu nome, usam minhas fotos para promoverem alguns sites dos quais não faço ideia da existência.
Existe muito preconceito nesse meio? Sim! Ainda existe muito preconceito. Em pleno século XXI, a sociedade é muito machista. Mesmo a humanidade se encaminhando para uma vida mais liberal, a prática é outra. Se fala muito e se faz pouco. As pessoas julgam o livro pela capa e nem sempre o que parece, é. Além do mais, não cabe a ninguém julgar. Como sempre digo, a maldade está nos olhos de quem vê. O preconceito existe de ambas as partes, homens e mulheres. Elas, por não aceitarem esse mundo sensual (as modelos sensuais) e taxando apenas as modelos de passarela como as "verdadeiras representantes da moda e sensualidade”, o que é um erro; eles por não saberem diferenciar o trabalho da vida real, achando que somos um objeto sexual, prontas para servi-los. Um eterno desrespeito!
Nas redes sociais tem muita gente te pedindo em casamento... Pensa em casar? MEU SONHO É ME CASAR! Porém, não sou uma mulher tão fácil assim para ser conquistada (risos).
Já se surpreendeu positivamente com o comentário de algum seguidor? Sim, eu recebo várias mensagens de motivação e de carinho. Uma que me chamou muita atenção foi um direct de um seguidor me falando que tinha uma doença X e que gostava da energia que eu passava. Fora as mulheres falando que se espelham em mim. Isso é surreal, gratificante.
Você é um mulherão e está solteira, apesar de ter muitos pretendentes a seus pés. O que está faltando? Está faltando vontade. O amor eu já encontrei, mas falta vontade suficiente para querer estar junto e fazer por merecer a minha companhia.
No carnaval deste ano você foi à Bahia e um portal nacional publicou que você beijou dois homens e uma mulher. Qual a diferença entre o beijo masculino e o feminino? Alguns homens se sentem muito inseguros na hora da conquista e, consequentemente, essa insegurança é perceptível durante o beijo. Acreditem, é algo interessante e ao mesmo tempo assustador. Já com relação às mulheres, somos mais envolventes e, com esse jeito mais carinhoso, o beijo se torna diferente, pois a forma de beijar é completamente outra, é macio e único. A experiência foi única, mas de forma alguma põe em duvida minha sexualidade.
Quais os seus planos para o futuro breve? Tenho uns projetos, mas nada concreto ainda a ponto de ser compartilhado. Assim que se encaminhar, eu compartilho.
Tem algum arrependimento? Nem todas as escolhas que eu fiz na minha vida me fizeram bem, porém acredito que foram necessárias para o meu crescimento pessoal e profissional. Às vezes, precisamos abdicar de algumas coisas para podermos ganhar outras. Até porque nada acontece por acaso. Acredito muito naquele ditado que diz "eu prefiro me arrepender das coisas que eu fiz do que me arrepender das coisas que não fiz".
Conte-nos a ideia de um fim de semana perfeito: um final de semana na praia (sol, calor), com amigos ou uma boa companhia, dando risada, ouvindo música boa... isso é tudo o que eu preciso para o meu dia ser perfeito!
Para fechar, deixe um recado aos apaixonados por você no Bella da Semana: meus amores, eu só quero agradecer a todos vocês meus seguidores, pelas mensagens positivas e por todo carinho. É gratificante e me motiva a continuar. Muito obrigada!
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2019.11.12 05:19 gabrious São exatamente 1 da manhã

E nesse exato momento, eu não sei oq fazer. Apesar de que isso faz parte de mim a vida toda. O ponto é, meu gato foi uma parte muito importante da minha vida, ele me ajudou com minha depressão, ele sempre foi carinhoso, e nesse exato momento eu não sei se ele continua vivo. Ele está doente, demos remédios, pareceu ter funcionado, está deitado no quarto dos meus pais, não tenho coragem de ir lá ver, não quero correr o risco de ver ele morto, não to preparado. Esse ano tem sido bem difícil, dois choques piores que esse, minha tia morreu de câncer e meu amigo se suicidou por enforcamento. Me faz pensar em como oq eu estou sentindo agora vai se repetir, em como eu vou estar encurralado de novo, me assuta. Quando será? Eu não sei oq fazer, só queria poder evitar tudo isso, parece ser frescura mas enfim, nem sei se vocês vão ler isso.
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2019.09.28 20:56 masternavarro A história de uma ninhada...

Isso ficou bem maior do que eu pretendia. Estou há duas horas escrevendo no celular. Talvez esteja horrível o textão, provável que ninguém leia até o final. Só precisava escrever. Tentar minimizar o desespero que estou passando nesse momento.
Edit: O cirurgião ortopédico me ligou há pouco pra explicar a cirurgia e dizer que não teve lesão na bexiga ou órgãos internos do Pão (o que é bom sinal. Senão o quadro seria bem pior).
Mas ainda assim disse vai ser uma cirurgia complicada que tem seus riscos, mas ele me soou bem profissional e seguro da própria capacitação. Porém ele também disse que o bichinho está sentindo muita dor, e só será operado na segunda. Agora estou em agonia me imaginando nas patinhas dele, sozinho, confuso, longe das irmãs, machucado. Visitarei ele todos os dias até receber alta pra dar um carinho e dizer que tudo ficará bem.
No final de 2018, após muita deliberação, eu e minha namorada decidimos sair da casa de nossos respectivos pais e alugar um apartamento juntos. Conversávamos bastante sobre ter um bichinho de estimação e, diversas vezes, quase compramos um coelho no impulso, mas nunca aconteceu.
Minha mãe sempre teve muitos gatos a vida inteira. Ela, assim como eu, tem um laço muito forte com os felinos. Nem consigo contar de cabeça quantos já tivemos ao longo da minha vida, mas lembro de todos, suas personalidades, seus trejeitos, maneira com que demonstravam carinho. Cada um único, de sua própria maneira.
Mesmo com tantos gatos ao longo da vida, há de se imaginar que desde muito cedo comecei a compreender a mortalidade de um ser vivo, mas não foi o caso. Nossos três primeiros, Rimbaud, Porco e Arnaldo, vieram ao mundo antes de mim, e só foram embora após minha maioridade.
Foi um ano horrível, cada um dos meus companheiros, da vida inteira, partindo simultaneamente, com poucos meses de diferença entra cada um. Tentei me manter forte, ser o ‘homem da casa’. Como éramos apenas eu, minha mãe e meu irmão (um bebê na época), eu me sentia na obrigação manter a compostura e mostrar que estava tudo bem, que tudo ia ficar bem. Era durão durante o dia e chorava horrores em silêncio durante a noite.
O tempo passou, outros gatos iam e vinham, porém nunca cheguei a ter um laço emocional forte com nenhum outro, como tinha com aqueles três primeiros.
Retornando ao passado recente, novembro de 2018. Uma das gatas da minha mãe, chamada Pipi, engravidou em seu primeiro cio. Ela sempre foi magrinha e raquítica (vira lata resgatada). Até adulta ainda parecia uma filhotinha. Só descobrimos a ninhada depois que ela deu à luz.
Nasceram-se assim um casal de irmãos, um meio Maine Coon, maravilhoso, que hoje em dia é gigantesco, caminha pela casa como um rei, rebolando sua pelugem loira e charmosa, e sua irmã, feiosa, de coloração estranha, magrela e pequenina.
Como minha mãe não podia ficar com os dois, ela pediu pra que eu escolhesse um pra morar comigo e minha namorada. É claro que escolhi a feiosa raquítica. Sempre me identifiquei com os mais fraquinhos. Nomeamos ela de Micro Empreendedora Individual (MEI).
Sendo assim, foi realizado nosso desejo de ter um bichinho de estimação. Tínhamos nossa gata arisca e feiosa, que de vez em quando vem nos dar carinho, mas prefere ficar quieta no próprio canto.
Alguns meses depois, minha mãe foi novamente surpreendida com um parto repentino da Pipi. Não sabemos como aconteceu, pois tentávamos mante-la dentro de casa, para que não cruzasse novamente. Ela deve ter escapulido na surdina durante alguma madrugada.
Dessa vez, era uma ninhada de 5 gatinhos que, infelizmente, veio acompanhada de uma grave hemorragia. Minha mãe correu para o hospital veterinário 24h, no meio da madrugada, mas não conseguiram salvá-la. Tínhamos então cinco órfãos em mãos.
Sabe, é muito trabalhoso criar um gatinho órfão, ainda por cima recém nascido. Eu e minha namorada levamos os seis para nosso apartamento, com a missão de nutri-los e fazer com que sobrevivessem.
A cada duas horas, dia e noite, preparávamos uma fórmula especial para filhotes e dávamos na mamadeira pra eles. Esse processo em si já era trabalhoso. Alguns se recusavam a comer e tínhamos que dar à força, o que demorava ainda mais.
Além disso, após cada refeição, fazíamos eles arrotarem, um a um e, em seguida, usávamos algodões levemente mornos e úmidos para estimular com que fizessem cocô e xixi. Depois de dar comida, tínhamos que colocar uma compressa quente no local onde dormiam, para que mantivessem sua temperatura corporal e ficassem confortáveis.
Claro que eu não estaria escrevendo isso se fosse tudo um mar de rosas. A parte que pesa no emocional vem à seguir.
Após duas ou três semanas desse processo de criar os gatinhos, ainda não tínhamos dado nome a nenhum deles, com medo de nos apegarmos e sofrermos caso algum viesse a falecer, afinal são muito frágeis por não terem tido amamentação materna.
Apenas nos referíamos a eles por sua coloração. Eram dois gêmeos completamente amarelos, outros dois gêmeos com um misto de amarelo e branco e (todos machos) e, por fim, a outcast do grupo. Uma fêmea completamente preta.
Nessa fatídica terceira semana, houve um incidente. Eram cerca de 6 da manhã e estava na vez da minha namorada cuidar deles, enquanto eu dormia. De repente ela começa a me gritar pedindo ajuda, do lado da cama. Acordei desorientado e assustado, me apressando pra acudi-la no que fosse.
Os gêmeos amarelos caíram numa panela de água fervente que estava ao lado pra esquentar o leite, compressa, etc. Demorei alguns poucos segundos pra raciocinar o que estava acontecendo. Não me lembro muito bem da ordem dos eventos, mas tentei pegar um deles imediatamente, porém ao colocar a mão na água, o reflexo foi mais forte que eu, fazendo com que eu recuasse.
Minha namorada foi mais forte. Ela sempre é. Não conheço pessoa que consiga manter a compostura e a calma durante uma situação de crise melhor que ela.
Colocou as duas mãos dentro da água fervente e tirou os gatinhos. Corremos com eles pro banheiro, pra tratar dos ferimentos. Apenas me lembro da situação como um borrão. Eu chorando, enquanto fazia uma prensa com uma toalha molhada, minha namorada fazendo o mesmo.
De tempos em tempos essa visão me assombra quando vou dormir. Um dos gatinhos estava com ferimentos bem piores. Pedi pra minha namorada ir pra outro cômodo cuidar do que estava melhor. Disse pra ela que estava tudo bem e eu ia resolver, que ia ficar tudo bem. Mais uma vez era aquele sentimento de tentar ser o ‘homem da casa’, tentar aliviar a dor de alguém e jogar o peso nas minhas costas.
Não ia ficar tudo bem. Eu sabia muito bem disso.
Fiquei horas deitado no chão ao lado desse gatinho. Ele estava sofrendo, eu não sabia o que fazer. Tentava eu mesmo fazer com que parasse de sofrer? Talvez só piorasse a situação.
Considerei muitas possibilidades nessas horas, mas eu não teria coragem de fazer nada. Apenas fiquei ali... deitado, fazendo companhia pra uma criatura que nem teve a oportunidade de abrir os olhos pra ver o mundo. Torcendo pra que cada respiração fosse sua última.
Quando ele finalmente cedeu, chorei de alívio. Enrolei ele em um paninho e fui dar a notícia. Choramos de alívio, tristeza e trauma juntos. Mais tarde nesse dia fomos enterrar ele numa praça da cidade.
Continuamos seguindo em frente, cuidando dos demais gatinhos da mesma maneira que já estávamos fazendo. O outro irmão que sofreu o acidente não estava tão crítico, mas levamos num veterinário no mesmo dia, pra ver o que fazer.
Nessa consulta ao veterinário, demos um nome pra ele. Amarelinho.
Durante mais uma semana, dávamos tratamento especial pra ele. Passávamos os cremes receitados, fazendo tudo o que podíamos pra essa criaturinha tão pequena, cada dia torcendo pra que ele melhorasse.
Eu nunca pedi tanto pra que algo desse certo na minha vida, rezei pra entidades que nem acredito.
Uma semana depois, o Amarelinho faleceu enquanto dormia.
Embrulhamos ele, choramos mais ainda e enterramos ele no local mais alto da cidade.
Continuamos cuidando dos demais. O dia que o Amarelinho faleceu foi o mesmo dia em que a primeira da ninhada abriu os olhos.
Algum tempo depois, os três restantes já estavam de olhos abertos, aprendendo a andar, mas ainda necessitavam de atenção a cada poucas horas. Foi na mesma época em que estávamos começando a tentar introduzir algo além da fórmula na alimentação deles.
Um dos gêmeos amarelo-branco começou a recusar a mamadeira. Por dois dias tivemos que força-lo a comer. No segundo dia, ele estava bem letárgico.
Sendo assim, levamos ele ao hospital veterinário. Apertamos as finanças pra conseguir pagar a internação e os tratamentos, mas a essa altura, já tínhamos nos apegado.
Foram quatro dias internado. Também chamamos ele de Amarelinho. Novamente, eu nunca quis tanto na minha vida que algo desse certo.
No início do terceiro dia internado, me ligaram pra dizer que o quadro dele estava melhorando. Ao anoitecer, ligaram novamente pra informar que ele havia piorado e, os exames de sangue indicavam uma infecção. Na noite do dia seguinte me informaram que o Amarelinho havia falecido.
Não conseguíamos ir ver o corpinho dele. Não tínhamos força de espírito suficiente pra isso. Preferimos ficar com a última foto que tirei dele antes de interna-lo. Mandamos cremar.
Esses eventos foram terríveis pro nosso emocional. Essas criaturas tornaram-se nossos filhos. A dor de perder algo que você criou e nutriu desde o nascimento é indescritível.
Acho que nosso relacionamento ficou mais forte depois disso.
Por que estou escrevendo isso agora? Passaram-se 8 meses desde esses ocorridos. Os dois gatos restantes cresceram muito bem, agora moram conosco e com a irmã mais velha, MEI. Demos o nome de Preta e Pão pra cada um e, são os gatos mais carinhosos que já tive.
Poucas horas atrás, o Pão sofreu uma queda de cerca de 4 metros na varanda, vimos na hora. Eu entrei em pânico. Minha namorada manteve a calma, pegou ele enquanto tentava me acalmar. Disse que a perna dele estava bamba. O gatinho estava chorando de dor.
Ela pegou ele no colo, segurou para que não mechasse o machucado. Eu não consegui olhar, estava em desespero. Descemos para a garagem, ela sentou no banco de trás do meu carro com o gato no colo e eu dirigi, em choque para o hospital veterinário.
Liguei pra lá enquanto dirigia, avisei que tinha uma urgência e chegaria em poucos minutos. Fomos prontamente atendidos, sedaram o Pão e fizeram um raio-x.
A perna dele está completamente quebrada e precisa de cirurgia. Porém, sua bexiga estava bem maior que o normal no Raio-x, o que poderia indicar uma ruptura, mas precisavam fazer um ultrassom para ter certeza.
Deixamos ele lá. Chegamos em casa e choramos novamente. Agora estou sentado no chão do banheiro, escrevendo isso, enquanto espero me ligarem para dar retorno sobre a situação dele.
Só os exames imediatos já saíram bem caros. Não sei, nem me importo como vamos pagar a/as cirurgias. Dei autorização pra realizarem todo procedimento que precisarem e pedi pra me atualizarem assim que surgir algo novo.
Não ligo se ficar endividado. Não ligo se tiver que vender meu carro de merda pra pagar. Só quero que meu filho saia de lá bem e recuperado.
Novamente, nunca pedi tanto para que algo desse certo na minha vida. Agora me resta esperar.
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2019.07.24 21:08 Gueixa Conselhos de uma ex-garota de programa sobre sexo e relacionamentos

Olá a todos meus queridos e queridas do Reddit! Eu sou a Gueixa e já fiz um desabafo aqui antes:
https://www.reddit.com/desabafos/comments/c24bdn/fui_garota_de_programa_e_não_me_arrependo/

Nesse meu segundo desabafo eu vim aqui comentar sobre um pouco do que tenho lido nessa maravilhosa comunidade.
AVISO!!! OLHA, vou avisar que é um TEXTÃO. Desculpe por escrever tanto, sei que muita gente não gosta, prometo q será a última vez que escreverei tanto assim. Mas eu quis abordar alguns tópicos q vi aqui sendo recorrentes e responder aqui dúvidas que recebi inbox e no chat.
Vejo muita gente com problemas de relacionamento, querendo aprender sobre sexo, perder a virgindade e outros temas, infelizmente não posso acompanhar todos. Sempre que posso leio e comento, mas a vida de mãe solteira não me permite sempre porque meu filho ta sempre aprontando e eu preciso ficar de olho, amo muito ele. S2
Mas deixando o meu lado mãe coruja de lado, eu vim aqui pra dar uma palavra amiga a vocês que estão com problemas de relacionamento e estão se encontrando no sexo.
Como ex garota de programa, o q eu aprendi dos homens que me procuravam: virgens, casados, solteiros, viúvos é que a conexão é o que faz as pessoas ficarem juntas. O q muitas vezes mantem a relação mais do q sexo são os laços construídos, as memórias, momentos.
Então pra quem está se relacionando ou quer se relacionar, tente sempre criar boas memórias, bons momentos juntos com a pessoa q vc gosta ou está interessada, fuja da rotina, inove no que puder. Seja sempre que possível transparente, converse, ouça, preste atenção, mostre que está junto com a pessoa.
Pode parecer bobo, mas faz toda a diferença. As vezes um beijo, um carinho valem mais que mil palavras. Mostre que vc gosta, mas não esqueça de vc também, NÃO VIVA PARA A PESSOA, MAS COM A PESSOA.
Meninos virgens: calma! Sexo não é tudo! Ser virgem não é o fim do mundo! Vc não precisa se preocupar em perder a virgindade cedo pq seus amigos perderam antes de vc. Relaxa. Não se apresse, pesquise sobre como dar prazer a uma menina, quando chegar ao momento, curta e não fique apressado em gozar ou meter. Escute a Tia Gueixa pq sabe das coisas, rs.
Se for perder a virgindade com uma garota que NÃO FAZ programa, seja sincero com ela, vá devagar, esqueça tudo q vc viu nos filmes pornos, aquilo lá não é realidade!
Vc não é o Kid Bengala e nem precisa ser. Um pau daquele tamanho machuca e assusta as mulheres normais. Quanto ao tamanho do pinto, não se sinta mal, saiba usar tudo q Deus te deu como a boca, dedos, tenha pegada q conta muito. E esteja cheiroso. Cheiros é muito importante pra nós, mulheres, ao menos pra mim é , rs.
Quando for transar, aproveite o corpo dela. Mostre q está gostando. Elogie o corpo dela, seja gentil e carinhoso. JAMAIS FORCE. Vai por mim, mulheres gostam de serem bem tratada, afinal quem não gosta?
Pense que é um parque de diversões e explore. Beije a boca com vontade, o pescoço, atrás da orelha, beije os mamilos dela, a barriga, a vagina, o bumbum, explore o corpo dela. Não pense só em meter.
Capriche nas preliminares!Se puder, aprenda a fazer massagem q é um diferencial! (eu por exemplo, adoro!)
Se for perder a virgindade com uma garota de programa pesquise preços, lugares acessíveis a vc, q tipo de serviço ela oferece, formas de contato, de pagamento e etc.
Uma boa ferramenta pra isso são os fóruns de garotas de programa. Existem alguns conhecido como o Gp Guia, Fórum X, Gp Arena, Fórum Cutuca, Fórum SD, Fórum Gp Luxúria.
Tem garota de programa q anuncia no Twitter, Facebook, procure lá pra se informar sobre elas. Procure sites de anuncio como Rio Encontro, Amantes e Cia, Photoacompanhantes, Viva Local.
Entre em contato, seja gentil e tire as dúvidas com ela. Não tenha medo de parecer inexperiente. Ninguém nasce sabendo!
Meninas: masturbem-se, conheçam seu corpo, não tenham vergonha, se deem prazer pq devemos nos amar em primeiro lugar.
E claro, quando transarem deem prazer aos meninos pq sexo é feito por 2 (ou mais) pessoas então TODO MUNDO TEM QUE GOZAR.
Reciprocidade é importante. Quando fizer oral dê aquela chupada olhando eles, capricha chupando toda a area do pau, lambendo a cabeça, o saco...Ele adoram! E se o cara curtir faz beijo grego, fio terra. Nada que der prazer COM consentimento é errado. Mas só se eles derem brecha, NÃO FORCE, se não derem continue com o que ele gosta. A reboladinha na sentada é certeira, dar uns sussurros, gemidos, até arrepia, ai ai...
O q aprendi nesse meio é que os homens gostam de serem ouvidos, gostam de atenção. Deem carinho a eles, escutem pq tem muito menino frustrado e desacreditado no amor e nos relacionamentos. Mas nunca se esqueçam q vc só deve fazer algo se vc se sentir bem.
Não curte anal, então não faz. Vc não existe só pra satisfazer outra pessoa. Ele terá que entender, afinal o cu é seu, rsrssrsrsrs
Não faz nada que vc NÃO curte, deixe isso claro. Agora se quiser experimentar algo novo, converse, pesquise e vai a luta!Sempre converse sobre fantasias, sempre deixe bem claro seus gostos.É melhor sempre ser transparente pra não haver mal entendido depois. Acima de tudo, divirta-se! Relaxa e goza!
Desculpem o textão, me desculpem quem não curte textos longos, se esqueci de algo depois falo.Agradeço a todos vcs pelo carinho, pela atenção, por me lerem, por serem tão gentis
.A partir de agosto vou ficar ausente aqui, então quis deixar algo pra vcs se lembrarem e se sentirem um pouco melhor. Beijos pra todos vcs!!!!
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2019.04.23 09:37 rhubarb-wire “O perfeccionismo, o vitismo e o fatalismo” - texto de Carmem Miguelez, do Novo, no Facebook.

(Gostei bastante da analise dela, vai que tambem interessa a vocês)
Vivi muito tempo fora do Brasil..... No Japão, na Alemanha e um pouquinho no Havaí. Estive pensando na diferença que há entre nós.... conheço muita gente boa no Brasil. No mundo acadêmico então, onde circulo, vejo pessoas tão capazes quanto as que conheci fora daqui. No entanto, fora se consegue mais resultados..... Por que?
Se conseguirmos compreender a razão, talvez consigamos mais resultados também. Venho cada vez mais reparando na relação entre perfeccionismo, vitimismo e fatalismo entre nós.... estará aqui um dos tijolinhos da razão pela qual não conseguimos apoiar quem pode fazer a diferença e com isso melhorar a vida de todos nós?
Uma coisa que me chama a atenção tanto na Ásia quanto nos países anglo-saxões é o senso prático. O mundo não é perfeito. O ser humano não é perfeito. Tendemos a ser egoístas, preguiçosos, autointeressados. Todos nós. Então, como fazer para viver bem e prosperar?
Nos países anglo-saxões, se somos todos imperfeitos, então quando vemos um indivíduo com talento extraordinário ou vontade de fazer algo bem-feito, temos que apoiá-lo. A minoria está disposta a fazer algo a mais. Então se conseguirmos apoiar essa minoria será melhor para todos. O indivíduo é reconhecido pelo seu resultado prático. Mas se tiver apoio e reconhecimento, o resultado tenderá a ser melhor.... Não precisa ser perfeito. Não precisa nem mesmo ser muito bom. A fama do Steve Jobs e do Einstein não é a de dois ursinhos carinhosos. Mas não importa. Não é isso o que importa.
Nos países asiáticos, onde o individualismo é menor, se educa as crianças para sentir dividas morais: com os pais, com os professores, com os médicos, com todos aqueles que de alguma forma cuidaram delas e as ajudaram a crescer. E colocam um forte peso em ter que repagar essas dívidas ao longo de toda a vida. Trabalhando duro e ajudando o grupo. Partem da ideia de que o mundo é duro e que se não cooperarmos será pior para todos e que ninguém deve ser peso morto nas costas do coletivo. Todos têm o dever e obrigação moral de ajudar.
Nós partimos da perspectiva oposta: o mundo seria, ou deveria ser, perfeito! Se não é, é porque alguém se apropriou daquilo que deveria pertencer a mim e a todo o coletivo de pessoas que vivem aqui. Ora, se a dureza da vida é consequência de roubo, de um dolo ou de um dano que alguém está nos imputando, precisamos nos defender desse alguém. Não será trabalhando duro, cooperando nem apoiando os talentos que chegaremos a algum lugar. Será “tirando os canalhas de lá”! – Sim.... tirar canalhas do poder ajuda. Mas ...... Como alguém para assumir esse lugar deveria ser perfeito, sem nenhum autointeresse, sem nenhum traço de egoísmo, sem nenhum erro ao longo da vida ... e como essa pessoa simplemente não existe, passamos a vida querendo tirar os canalhas de lá! Mas como não paramos para pensar o mundo a partir da realidade concreta da sua imperfeição não construímos nenhum projeto para apoiar aqueles que, não sendo perfeitos, podem fazer muita coisa boa. Não paramos de desconstruir e desmontar.... Mas não há um projeto para colocar no lugar. E não haverá..... porque se alguém propuser um bom projeto, logo haverá alguém acusando esse alguém de autointeresse, de não ter levado os interesses das “Mariposas da Floresta” em consideração, se oportunismo, de qualquer coisa... independente do mérito do projeto. Mas se não conseguirem descobrir nada que desqualifique completamente quem propõe qualquer coisa, usarão qualquer argumento para destruir a narrativa do infeliz.... Mesmo que seja algo tolo, do tipo: ele não acredita no mérito e no trabalho. Conheço uma pessoa que o/a conhece e ele/ela usam cuecas/calcinhas amarelas na noite de ano novo para atrair dinheiro......
Enquanto procurarmos os perfeitos, seremos sempre vitimas dos canalhas e chegaremos sempre à conclusão de que não adianta fazer nada mesmo. Como não adianta fazer nada mesmo, vamos para a praia.... porque “o que a gente leva dessa vida é a vida que a gente leva”..... Como dizia Antonio Carlos Jobim.... se não me engano. E saímos cantando com Zeca Pagodinho: “Deixa a vida me levar.... Vida leva Eu.....”
E cada vez que paramos para pensar dizemos: mas as elites, os políticos, que deveriam dar o exemplo são o que você vê ai.... somos pobres vitimas dessa escoria.... não há nada que possamos fazer...... Será por isso que somos o pais da maioria oprimida, não representada e sofrida?
Fonte
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2018.11.29 16:46 ssantorini Dicas de pegação para incels

Princípios Básicos:
1- Tome banho todos os dias. Faça disso uma rotina, uma religião, independente do tempo (frio, quente) ou de quão sujo você se sente. Use sabonete, limpe bem atrás da orelha, as costas e as pernas. Lave o cabelo com frequência.
2- Escove os dentes no mínimo 2 vezes ao dia (apos o almoço e antes de deitar) e use fio dental pelo menos 1 vez diariamente;
3- Troque de cueca todo dia;
4- Mantenha a barba bem cuidada. Não use barba grande se a sua for muito rala. Não use bigodes sem barba acompanhando (é feio e demodé). Prefira uma barba mais curta, tipo barba "por fazer", do que uma barba grande tipo Enéias ou média tipo soyboy;
5- Importantíssimo: mantenha o cabelo bem cortado e cuidado. Pelo menos uma vez na vida vá a um cabeleireiro caro e renomado de sua região, peça a ele o melhor corte que combine com seu tipo de cabelo e rosto, tire fotos e guarde. Depois fique indo a um barbeiro barato e peça a ele que imite o corte feito pelo profissional caro. Não deixe o cabelo grande se ele for ruim.
6- Use roupas adequadas ao seu tamanho, nem maiores nem menores.
7- Se você tiver amigos "pegadores", imite o estilo deles e olhe a forma como se comportam socialmente e com as mulheres.

Como tratar as mulheres

No meio incel um dos dogmas vigentes é o de que mulher deve ser tratada mal para ser conquistada. Trata-se na verdade de um erro de causalidade que eles inferiram a partir da observação de que homens pegadores não tratam mulheres como rainhas (um fato verdadeiro) e muitas vezes tratam elas mal (aqui vai da interpretação do que seja "tratar mal").
O "tratar mal" que costuma ocorrer por parte dos pegadores, e do qual as mulheres reclamam muito, não é xingar a mulher, ofendê-la, criticar sua aparência, fazer piadinhas ou indiretas ofensivas contra elas, bater nelas, antagonizar elas, bater boca e fazer barraco com elas e coisas do tipo, como os incels dão a entender. O "tratar mal" geralmente é algo passivo, quando os homens deixam de fazer algo que as mulheres acham que eles deveriam, como não procurá-la, deixá-la pendurada no whatssap esperando ele contactá-la e nada, falar pouco, desmarcar encontros ou dar bolo, olhar outras mulheres e coisas do tipo. As mulheres reclamam que esses "cafajestes" são carinhosos e tratam elas bem, mas se recusam a se comprometer e ficam deixando-as no vácuo. Ou seja, o "tratar mal" em 90% dos casos é algo passivo, não ativo.
Nos poucos casos em que os homens são verdadeiramente abusivos com as mulheres (fazendo as coisas que os incels pregam) e elas continuam com eles, trata-se do seguinte:
1- O cara é muito bonito, muito rico ou muito disputado (1%). Trata-se de uma minoria das minorias, e mesmo assim há muitas mulheres que não toleram. De qualquer forma, se um cara feio e pobre agredir verbalmente uma mulher achando que isso a conquista, ela vai olhá-lo como um inseto desprezível e cagar pra ele (na melhor das hipóteses) ou chamar a polícia ou os amigos achando que ele é maníaco ou louco (na pior das hipóteses);
2- Eles já estão em uma relação, com a mulher já apaixonada e "investida" nele (99%). Geralmente esse cara tratava bem a mulher no começo, de forma carinhosa, ela se apaixonou, se apegou. Agora eles brigam e ele a trata de forma abusiva, mas ela está tão apegada e apaixonada que não pensa em sair. Mas... se ele tivesse tratado ela assim no começo, ela não se apaixonaria nem se apegaria, como alegam os incels;
Resumindo a história toda: você tem que tratar as mulheres bem, de forma natural, como se você já estivesse acostumado a pegar mulheres e a interagir com elas cotidianamente. Não deve tratá-las como rainhas (demonstrando que você tem pouco valor e está desesperado) ou de forma abusiva (demonstrando que você tem rancor das mulheres devido a um histórico pesado de rejeições prévias). Trate-as como seres humanos. A melhor dica é tratá-las como "crianças fofas", como pessoas que fazem coisas bobas e você acha divertido, mas não briga com elas nem leva a sério demais coisas negativas que elas disserem sobre ti. Foque-se em ser uma companhia agradável e misteriosa. Evite assuntos pesados, evite brigar ou dar sermão nelas (você não é o pai delas para fazer isso). As coisas erradas que elas fizerem contigo você pune com afastamento e indiferença apenas. Isso mostra que você é um cara que tem opções e é seguro de si, não perdendo o autocontrole nem se emocionando por qualquer baitzinha que lançarem contra o seu ego.
Lembre-se que as mulheres são melhores do que os homens em ler posturas, intenções e estado emocional. Se você demonstrar se afetar e se descontrolar fácil, elas vão sacar que aquela postura de "macho alfa" que você tentava passar no começo é fake.

Você deve ser direto ou indireto na abordagem?

Existem 3 formas de abordar, uma razoável, uma péssima e uma boa:

1- Verdadeiramente Indireta (razoável): o cara não aborda a mulher, apenas fica no radar dela e demonstra valor (status, ser sociável, ser bonito, elegante, etc), só interagindo com ela quando pretextos realmente bons aparecem. Isso é uma forma ruim de abordagem e só deve ser usada com mulheres de muito valor social e atratividade que porventura fiquem muito tempo próximas dele, o que é raro.

2- Indiretamente direto (péssima, horrível): o cara não aborda a mulher e finge que não está nem aí pra ela, mas indiretamente demonstra pra Deus e o mundo que está afim. Ele fica tentando provocá-la, fazendo "negs" e coisas do tipo. Fica abordando ela com perguntas sem propósito ou sem lugar (Ex: o que acha da minha barba? Você acha que quem mente mais, homem ou mulher?). As mulheres e toda a torcida do Flamengo sabem que o cara está afim dela e está lhe rondando (por que outra razão um homem fica abordando mulheres bonitas de forma ativa e esforçada assim?), mas por alguma razão eles não dizem logo que estão a fim ou não flertam diretamente, mas fazem um esforço ineficaz para esconder isso delas (por quê? Para quê?). A mulher conclui que o cara é tão medroso e tão escaldado que tem vergonha ou medo de demonstrar que está afim, aí ela inconscientemente o vê como um cara sem valor e lhe rejeita, ou lhe friendzona por pena ou por achá-lo fofo, ou pra ficar obtendo atenção e validação dele.
O homem não deve ficar escondendo que está a fim da mulher, pois isso passa a idéia de que sua atração por ela é algo errado, vergonhoso ou estaparfúdio. Ele deve naturalmente flertar com ela, como um homem acostumado a pegar mulheres fazem, sabendo que sua atração por ela é algo bom para ambos e não é motivo de vergonha ou medo.


3- Direta (boa): Essa é a melhor forma de abordar mulheres. O cara deixa logo transparecer, por gestos ou palavras, que está a fim e quer conhecê-la. As mulheres gostam de homens de atitude e resolutos. Ela sabe que se ele teve a "audácia" de abordá-la e mostrar que está a fim, é sinal que ele está acostumado a ter sucesso com as mulheres e por isso não tem medo, e que ele se acha um cara de valor. Só isso pode deixá-las curiosas sobre ele e fazê-las vê-lo como um homem "pegável" mesmo que à primeira vista ele não pareça nada demais.
Na pior das hipóteses, a mulher irá rejeitá-lo, mas isso é corriqueiro e não deve ser visto como ofensa. Homem abordar mulher e ser refugado é algo tão natural e humano como cagar e comer. As mulheres não pensam mal de homens que elas rejeitam, elas sabem que é papel do homem abordá-las. Basta o cara partir para outra, estudar melhor um alvo que parece estar mais na dele e investir.
Uma dica bônus pra quem frequenta baladas: as mulheres que estão quietinhas sentadas costumam paradoxalmente serem mais receptivas do que as que estão pulando de forma enérgica na pista de dança. Estas últimas estão só "se divertindo" e não estão a fim de serem atrapalhadas ou interrompidas por pretendentes. A atenção que recebem da macharada na pista de dança é um fim em si mesmo, não um "meio" para pegar homens, como muitos pensam.

Há muito mais coisas nesse tema, mas cansei de escrever por ora.
PS: Não existem "openers" ou cantadas mágicas que fazem uma modelo se interessar instantaneamente por um cara feio ou esquisito. Esqueçam isso. As mulheres levam em conta a aparência, postura e background do cara. Desenvolver uma conversa natural, simples e espontânea é muito melhor do que falar frases prontas e robóticas. O importante é a postura e a forma como as coisas são ditas, não o conteúdo do que é dito.









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Saiba como resolver nos comentarios 👌 A Maioria das mulheres querem e buscam um homem carinhoso quando encontram a maioria não sabem o que fazer com ele. desculpa o egoísmo, fiz esse vídeo para mim, mas nem tão egoísta assim, decidi compartilhar com vocês. texto que escrevi no meu Instagram: @fabiolamelooficial. Como Ser Romântico - Tenha em mente que para surpreender alguém não precisa de muito, é só sair da rotina e fazer algo que geralmente você não faz. Pare de usar desculpas como “não tenho tempo”, “não tenho dinheiro para fazer algo legal””, isso são simplesmente desculpas pois se você nunca tempo para o seu parceiro é ... Quais são os atalhos de teclado que todos devem conhecer? Se você quer ser um usuário avançado, não deve negar a utilidade das teclas de atalho. Elas melhora... Falta de atenção do marido, como ter um marido mais carinhoso? Quando casamento entra na rotina o que fazer? LINKS ABAIXO: 10 TÉCNICAS SECRETAS DO DIÁLOGO CO... Curso Calculista de Estruturas Metálicas ONLINE, by Olidio Volpato Você não consegue editar e salvar arquivo no Windows? Como resolver 'Você não está autoriz... Como fazer para seu namorado ser mais romântico? O que fazer para seu marido ser mais carinhoso? Como demonstrar sentimentos? Veja os erros comuns das pessoas carinhosas neste vídeo. Fala galera. Não esqueça de deixar seu LIKE e de se inscrever no canal se ainda não é inscrito. Deixe também seu comentário. Grande Abraço!